DF pode repetir esquema de segurança do 8 de Janeiro no julgamento sobre Alexandre de Moraes
A Segurança Pública do Distrito Federal avalia reproduzir no julgamento desta terça-feira o esquema adotado pelo STF nas sessões sobre os atos de 8 de Janeiro. Plano pode ser ampliado se a inteligência identificar mobilização para a Esplanada dos Ministérios.

Divulgação
O Distrito Federal pode repetir no julgamento desta terça-feira, 15 de setembro, o esquema de segurança utilizado pelo Supremo Tribunal Federal durante as sessões relacionadas aos atos de 8 de Janeiro. A definição do plano ainda será discutida em reunião entre a segurança do DF e a do STF, marcada para a tarde de segunda-feira.
Inteligência acompanha chamadas para atos
O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, informou que a Célula de Inteligência monitora convocações para manifestações, circulação de veículos e ônibus e reservas em hotéis. Até o momento, segundo ele, as chamadas são superficiais e não indicam uma mobilização consolidada.
Caso surjam sinais de deslocamento em direção à Esplanada dos Ministérios, o governo poderá ampliar o perímetro de segurança, instalar barreiras na Praça dos Três Poderes e reforçar o efetivo policial. Entre as manifestações cogitadas, está um ato anunciado pelo candidato à Presidência Romeu Zema em frente ao STF.
Policiamento e drones serão utilizados
Se não houver uma grande mobilização, o DF adotará um esquema semelhante ao do julgamento sobre os atos de 8 de Janeiro. A estratégia prevê policiamento ostensivo na Praça dos Três Poderes e na região da S2, além de restrições ao acesso a pontos estratégicos. O cercamento já existente na praça, relacionado a obras e serviços de manutenção, deve facilitar o controle da circulação.
Drones da Polícia do STF e da segurança do DF serão empregados na véspera e no dia do julgamento. Equipamentos com câmeras térmicas também atuarão durante a noite anterior. Câmeras de monitoramento em 360 graus acompanharão pessoas e veículos, incluindo a leitura de placas e a checagem de rostos em pontos determinados.
DF controlará o perímetro externo
Patury avaliou que o efetivo inicialmente previsto é suficiente para a operação caso não ocorram manifestações relevantes. O 6º Batalhão da Polícia Militar do DF, que já atua na Esplanada e na Praça dos Três Poderes, dará suporte ao policiamento. O contingente, os bloqueios e os acessos interditados poderão ser ampliados se a inteligência detectar uma mobilização maior.
A segurança do DF ficará responsável pelo perímetro externo do STF. O controle da área interna do tribunal, incluindo o acesso de jornalistas à sessão, será conduzido pela segurança do Supremo.
Plenário analisará investigação contra Alexandre de Moraes
O julgamento pautado pelo presidente do STF, Edson Fachin, examinará a decisão de André Mendonça sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. O caso envolve mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, nas quais aparecem citações a Moraes e a pessoas próximas ao ministro.
A crise institucional ganhou novos capítulos após Moraes solicitar a investigação de Mendonça por suposto abuso de autoridade, citando um relatório de inteligência da Polícia Federal. Mendonça, por sua vez, questionou a legalidade do documento e afastou cautelarmente o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. A Advocacia-Geral da União recorreu da decisão.
Flávio Dino determinou posteriormente a reintegração de Rodrigues. Fachin revogou as decisões que afastavam o diretor-geral, manteve-o no cargo, retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e incluiu na pauta o pedido de Mendonça para investigar o colega. A sessão desta terça-feira deverá definir se haverá abertura da investigação solicitada.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








