Defesa de pai de Daniel Vorcaro pede revogação de prisão preventiva
Advogados de Henrique Vorcaro pedem ao ministro Edson Fachin a revogação da prisão preventiva e o desbloqueio dos processos relacionados ao caso. A defesa cita a detenção por mais de 90 dias sem julgamento do recurso e questiona a competência do plenário do STF.

Divulgação
A defesa de Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, pediu na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, a revogação da prisão preventiva do cliente. O pedido foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, e também solicita o desbloqueio da tramitação dos processos ligados ao caso.
Defesa cita prisão superior a 90 dias
Henrique Vorcaro está detido desde maio de 2026. Passados mais de 90 dias, o Supremo ainda não julgou o recurso apresentado contra a manutenção do cárcere. A duração da prisão sem apreciação definitiva do recurso é um dos principais argumentos usados pelos advogados para defender a liberdade do cliente.
STF mantém prisão e centraliza processos
A prisão preventiva foi determinada a partir da suspeita de que Henrique integraria o chamado “núcleo violento” do grupo criminoso associado a Daniel Vorcaro, conforme investigação da Polícia Federal. Em junho, o Supremo confirmou a medida cautelar. A operação que deu origem às investigações teve como alvo os grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, apontados pela apuração federal por crimes de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos informáticos.
Os advogados também apontam que a tramitação do caso foi afetada por uma disputa interna no STF sobre a competência para apurar fatos relacionados ao caso Master, que envolve a possível investigação do ministro Alexandre de Moraes. Ao assumir a relatoria dessa questão, Fachin determinou o encaminhamento de processos ligados ao Master e ao caso do INSS para a Presidência da Corte, enquanto não há definição sobre o órgão competente e o relator responsável.
Pedido de vista mantém impasse no Supremo
O julgamento realizado na terça-feira, 15 de setembro, não resolveu a divergência. Um pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino suspendeu a sessão, mantendo a indefinição sobre quem conduzirá as investigações relacionadas ao caso Master. Para a defesa de Henrique, essa paralisação interfere diretamente na análise dos pedidos apresentados no processo em que ele é investigado.
Advogados defendem julgamento pela Segunda Turma
Além da revogação da prisão e do desbloqueio processual, os advogados pedem que a matéria seja apreciada pela Segunda Turma do STF. A defesa sustenta que os fatos investigados não envolvem conduta atribuída a autoridade com foro privilegiado na Corte. A tese busca afastar a competência do plenário e sustentar que o processo deve seguir sob análise do órgão colegiado indicado pelos advogados.
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