Após ordem de Moraes, diarista condenada rompe tornozeleira e desaparece
Silvia de Amorim Jesus, condenada por participação nos atos de 8 de Janeiro, teria rompido a tornozeleira eletrônica um dia após o ministro Alexandre de Moraes determinar sua prisão. Foragida, ela cumpre pena de 14 anos por crimes incluindo golpe de Estado e dano qualificado.

Divulgação
Um relatório do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) indica que a diarista Silvia de Amorim Jesus, condenada por envolvimento nos ataques aos prédios públicos em 8 de janeiro de 2023, teria deixado de cumprir a tornozeleira eletrônica em 28 de agosto. O dispositivo parou de transmitir sinal um dia depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou à Polícia Federal (PF) o cumprimento da prisão devido ao trânsito em julgado da condenação.
Desconexão do equipamento e suspeita de rompimento
Segundo o documento, o apagão técnico inicial foi atribuído ao esgotamento total da bateria da tornozeleira, mas o sistema de monitoramento registrou, quase simultaneamente, um alerta de possível rompimento da pulseira. Essa combinação de falhas levou as autoridades a considerar que a mulher teria retirado o equipamento de forma intencional.
Antes do desaparecimento, Silvia comparecia regularmente às sessões de assinatura do livro de presença na vara criminal de Porto Velho, tendo feito isso uma semana antes de 28 de agosto. Quando equipes policiais penais foram ao seu endereço, não encontraram ninguém nem sinais de ocupação recente, o que reforçou a classificação de foragida.
Histórico de participação nos atos de 8 de janeiro
Investigações da PF mostraram que Silvia participou ativamente da invasão ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional. Mensagens recuperadas de seu celular mostram que, um dia antes dos ataques, ela escreveu a um contato salvo como "Gil": "Tô indo para Brasília (…) o movimento é em Brasília (…) tamo indo pra batalha. A previsão é para invadir e tomar o poder, essa é a chamada dessa vez, é o agro, os caminhoneiros e o povo (…)". No dia da invasão, gravou áudios e enviou frases celebrando a tomada dos prédios, como "É ao vivo, meu irmão! Tomemos o poder, irmão! Tá pegando fogo!".
Após a prisão em 9 de janeiro, o Ministério Público Federal ampliou a denúncia, incluindo associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A maioria dos ministros do STF seguiu o voto de Moraes e confirmou a pena de 14 anos de prisão, enquanto três votaram contra.








