PF prende sócio da PixBet em operação sobre lavagem de dinheiro
A Polícia Federal prendeu preventivamente Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da PixBet, na segunda fase da Operação Arena. A investigação apura suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro relacionadas a apostas e jogos de azar.

Divulgação
Prisão na segunda fase da Operação Arena
A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026), Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da empresa de apostas PixBet. A prisão foi determinada no âmbito da segunda fase da Operação Arena, que investiga suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Diomar é primo de Ernildo Júnior, apontado como dono da PixBet e alvo da primeira fase da operação. A nova etapa das investigações reforça o interesse das autoridades no fluxo financeiro e na estrutura societária relacionada à empresa.
Buscas na Paraíba e sequestro de bens
Agentes federais cumprem cinco mandados de busca e apreensão em Campina Grande e João Pessoa, na Paraíba. As diligências têm como objetivo coletar documentos, registros e outros elementos considerados relevantes para o andamento do inquérito.
Também foram autorizadas medidas de sequestro de bens. O bloqueio cautelar é utilizado para impedir que valores e patrimônio ligados às investigações sejam transferidos, ocultados ou desviados enquanto as autoridades analisam a possível origem ilícita dos recursos.
Investigação sobre estruturas no exterior
A primeira fase da Operação Arena foi deflagrada em 13 de agosto para apurar um grupo empresarial suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras no exterior para ocultar recursos provenientes de apostas esportivas e jogos de azar. Além da PixBet, o advogado Nelson Wilians também foi alvo das diligências.
Naquela etapa, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba. As ações ocorreram em cinco estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Também foram determinadas quebras de sigilos bancário e telemático.
As investigações apontam para a possibilidade de uso de empresas estrangeiras para dissimular a origem e o destino de valores movimentados no Brasil. Medidas judiciais incluíram o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão, conforme a autorização da Justiça Federal.
Empresa e defesa ainda não se manifestaram
Procurada, a PixBet não apresentou manifestação sobre a segunda fase da operação. A defesa de Diomar Tadeu Dantas de Farias também não foi localizada por telefone ou e-mail válido para comentar as medidas. As investigações seguem em andamento, e as suspeitas ainda serão analisadas pela Justiça.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








