Wilder Morais se diz contra câmeras corporais para policiais
Candidato ao Governo de Goiás afirma que confia nos policiais e considera o equipamento desnecessário. Assessoria diz que declaração foi retirada de contexto durante entrevista ao vivo.

Divulgação
Goiânia — O candidato ao Governo de Goiás, Wilder Morais (PL), afirmou nesta quarta-feira (16) ser contra o uso de câmeras corporais por policiais. Para ele, os profissionais da segurança pública devem receber credibilidade e melhores condições de trabalho, em vez da adoção do equipamento.
Posição defendida pelo candidato
Wilder argumentou que confia nos policiais e, por esse motivo, considera as câmeras corporais desnecessárias. Ao comentar o tema, destacou que a segurança em Goiás precisa ser retomada e ampliada, sinalizando que a discussão sobre equipamentos deve estar associada à capacidade do Estado de oferecer suporte adequado às atividades policiais.
A declaração coloca o candidato em uma posição contrária à implementação de câmeras acopladas aos uniformes ou ao equipamento de trabalho dos agentes. Na visão de Wilder, a valorização da categoria e a restauração da confiança no policial devem ser prioridades na formulação das políticas públicas de segurança.
Assessoria contesta interpretação
A assessoria de Wilder informou que a fala foi retirada de contexto durante uma entrevista ao vivo. Segundo o candidato, a forma como o trecho circulou deu a entender que ele seria favorável ao uso das câmeras, interpretação considerada incorreta por sua equipe.
Segurança no centro da campanha
O tema integra uma discussão mais ampla sobre os caminhos para enfrentar a violência e melhorar a atuação das polícias em Goiás. Defensores das câmeras corporais costumam destacar o potencial de registro das ocorrências e de controle das ações, enquanto críticos questionam custos, logística e a necessidade de outras prioridades na segurança pública.
Wilder Morais, no entanto, foi enfático ao defender que o foco deve estar na credibilidade dos policiais e nas condições oferecidas para o exercício da profissão. A declaração pode reacender o debate sobre quais investimentos devem ser priorizados por um eventual governo estadual na área da segurança.
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