Sandro Mabel cobra celeridade da Câmara e alerta para déficit da Previdência
O prefeito de Goiânia pediu agilidade na votação de projetos enviados pelo Executivo, especialmente a criação de um fundo imobiliário com patrimônio municipal. Segundo ele, os rendimentos poderiam ajudar a reduzir um déficit previdenciário estimado em R$ 2 milhões por dia.

Divulgação
Prefeitura pede tramitação mais rápida dos projetos
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, cobrou nesta terça-feira, 22 de setembro, maior agilidade da Câmara Municipal na análise e votação de propostas encaminhadas pelo Executivo. Entre os textos considerados prioritários está a criação de um fundo imobiliário formado com patrimônio do município, medida que, segundo o prefeito, pode ajudar a enfrentar o déficit da Previdência municipal.
Mabel criticou a possibilidade de a proposta ser examinada apenas no ano que vem. Ele informou que a prefeitura desembolsa cerca de R$ 2 milhões por dia para equilibrar as contas previdenciárias, valor próximo de R$ 50 milhões por mês e que pode chegar a R$ 600 milhões em 12 meses. Para o prefeito, a urgência do problema exige que os vereadores avancem na apreciação do projeto.
Patrimônio municipal seria aproveitado sem venda direta
Segundo Mabel, a proposta não prevê a venda simples de terrenos públicos. A intenção é utilizar áreas que não sejam indispensáveis à administração municipal em empreendimentos realizados em parceria com a iniciativa privada. Com isso, o patrimônio ocioso poderia ser valorizado e gerar rendimentos destinados ao financiamento do regime previdenciário.
O prefeito afirmou que pretende conversar com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, com os membros do colegiado e com o presidente da Câmara para solicitar a continuidade dos trabalhos legislativos. Mabel destacou que a tramitação envolve dinheiro público e não pode depender exclusivamente da vontade política de cada parlamentar.
Déficit compete com investimentos em saúde
Para mostrar a dimensão do rombo previdenciário, Mabel comparou o valor anual destinado ao seu enfrentamento com investimentos previstos para a saúde. Segundo ele, a prefeitura planeja aplicar aproximadamente R$ 450 milhões na construção de oito Unidades de Pronto Atendimento e 32 Unidades Básicas de Saúde. Na avaliação do prefeito, o dinheiro usado para cobrir o déficit reduz a capacidade de realizar obras essenciais para a população.
Além do fundo imobiliário, Mabel citou como relevante um projeto voltado à fiscalização e à denúncia de descarte irregular de lixo. A proposta integra a pauta que o Executivo considera importante para Goiânia e deve ser analisada pelos vereadores nos próximos trabalhos da Câmara.
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