Ipês-brancos embelezam ruas de Goiânia durante a estiagem
Nativos do Cerrado, os ipês-brancos entram em floração entre agosto e outubro e transformam ruas, praças e parques de Goiânia. A florada intensa, mas curta, é favorecida pelas temperaturas mais baixas e pelo tempo seco.

Divulgação
Quem passa por ruas, praças e parques de Goiânia neste período encontra um dos cenários mais marcantes do Cerrado: os ipês-brancos cobertos de flores. A espécie, cujo nome científico é Tabebuia roseoalba, costuma florescer entre agosto e outubro, após a queda das temperaturas registrada em junho e julho.
Seca e frio estimulam a florada
A combinação entre o tempo mais seco e as noites mais amenas ajuda a desencadear a floração. Antes de exibir as flores, o ipê-branco perde as folhas, fenômeno conhecido como caducifolia. Essa característica faz parte da adaptação da árvore ao período de estiagem e reduz a perda de água.
Ao interromper temporariamente a produção de folhas, a planta concentra energia na formação das flores. O resultado aparece em ramos praticamente sem folhagem, cobertos por flores brancas que chamam a atenção de moradores e pedestres.
Beleza intensa, mas passageira
A florada dos ipês-brancos é relativamente rápida. As flores podem permanecer nos ramos por até cinco dias, mas o período de maior beleza dura cerca de dois dias. A duração varia conforme as condições do tempo e a intensidade da floração de cada árvore.
Ventos fortes podem acelerar a queda das flores e reduzir ainda mais o período em que os ipês permanecem enfeitados. Por isso, a paisagem muda com rapidez: os ramos cobertos de branco dão lugar novamente à vegetação comum após o fim da floração.
Espécie adequada à arborização urbana
Além de valorizar a paisagem de Goiânia, o ipê-branco apresenta características favoráveis ao uso em áreas urbanas. A árvore tem porte menor em comparação com espécies de grande desenvolvimento e raízes mais profundas, podendo ser utilizada em parques, praças e canteiros centrais com menor risco de conflitos com calçadas e tubulações.
A presença da espécie também contribui para a biodiversidade dentro da cidade. As flores servem de alimento para polinizadores, enquanto a estrutura dos ipês oferece abrigo para diferentes animais. Em uma metrópole marcada pelo concreto e pelo calor, a florada reforça a importância da conservação das árvores nativas e de uma arborização planejada.
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