Gracinha Caiado defende pautas da direita e pede investigação no caso Banco Master
Candidata ao Senado por Goiás, Gracinha Caiado reforçou sua identidade conservadora, defendeu políticas sociais associadas ao desenvolvimento econômico e pediu apuração de todos os envolvidos no caso Banco Master. Ela também se declarou contrária ao aborto, mas defendeu a regulamentação dos casos já previstos na legislação.

Divulgação
Posicionamento para a disputa ao Senado
Gracinha Caiado voltou a defender sua identidade política de direita na disputa ao Senado por Goiás. Candidata pelo União Brasil, ela afirmou que pretende atuar no Parlamento em favor da família, do trabalho e da produção, sem abandonar suas convicções ideológicas. Ao mesmo tempo, rejeitou a ideia de que políticas voltadas à população vulnerável pertençam exclusivamente ao campo político da esquerda.
Na avaliação da candidata, o poder público deve criar oportunidades para que pessoas em situação de vulnerabilidade possam melhorar de vida, em vez de mantê-las dependentes de benefícios. Para Gracinha, responsabilidade administrativa, crescimento econômico e sensibilidade social podem caminhar juntos quando o Estado atua de forma eficiente e com prioridades bem definidas.
Leitura sobre a gestão em Goiás
Gracinha utilizou a administração estadual iniciada em 2019 como referência para sua proposta política. Ela destacou áreas como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura e afirmou que o governo de Ronaldo Caiado enfrentou um cenário de dificuldades no início de sua gestão.
Segundo a candidata, Goiás lidava com problemas como falta de medicamentos, dificuldades de acesso a tratamentos de saúde e déficits na estrutura escolar. Ao citar esses exemplos, Gracinha defendeu que uma administração conservadora pode combinar equilíbrio fiscal com ações sociais capazes de ampliar o acesso da população a serviços essenciais.
Investigação e instituições
O caso Banco Master também esteve no centro de seu discurso. Gracinha pediu a investigação de todos os envolvidos, independentemente de cargo, função ou posicionamento político. O episódio ganhou repercussão nacional após envolver questionamentos sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A candidata afirmou que autoridades dos Poderes da República devem ser submetidas aos mesmos critérios de responsabilização aplicados aos demais cidadãos. Ela argumentou que a transparência nas apurações é essencial para preservar a confiança nas instituições e criticou o que classificou como agravamento da crise institucional no país.
Aborto e regulamentação
Gracinha também declarou ser contrária ao aborto, mas defendeu a regulamentação dos casos já permitidos pela legislação brasileira. Segundo ela, a demora na criação de regras específicas prejudica a aplicação de leis aprovadas em diferentes áreas, incluindo temas tributários e renegociação de dívidas.
Estratégia para 2026
As declarações ajudam a desenhar a estratégia de Gracinha na corrida ao Senado em 2026. Seu discurso combina pautas conservadoras, críticas institucionais e defesa de políticas sociais vinculadas ao desenvolvimento econômico. O desafio da candidata será transformar essa combinação em uma proposta capaz de ampliar sua presença na disputa eleitoral goiana.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.







