Governo reajusta Bolsa Família em 15% com impacto de R$ 5,8 bi em 2026
O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o piso dos benefícios de R$ 600 para R$ 691. A medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027, dentro do espaço fiscal informado pelo Planalto.

Divulgação
Reajuste de 15% eleva o valor dos benefícios
O governo anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família. A mudança começa a valer na folha de outubro de 2026 e deve beneficiar famílias que dependem do programa para complementar a renda. Com a atualização, o piso dos pagamentos deixa de ser R$ 600 e passa a R$ 691. A média dos benefícios, conforme os valores apresentados pelo governo, deve subir de R$ 691 para R$ 777.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que a alteração será aplicada de forma linear aos benefícios. A medida busca repor as perdas acumuladas pela inflação e preservar o poder de compra das famílias em situação de vulnerabilidade. O anúncio ocorre a 17 dias do primeiro turno eleitoral, em um contexto de maior atenção às políticas sociais e aos efeitos do gasto público no orçamento federal.
Impacto será de R$ 5,8 bilhões em 2026
Segundo Moretti, o custo adicional do reajuste será de R$ 5,8 bilhões em 2026, considerando os pagamentos realizados a partir de outubro. Para 2027, quando a medida vigorar durante todo o ano, o impacto estimado será de aproximadamente R$ 22 bilhões. O governo afirma que os dois valores caberão no espaço fiscal disponível em cada exercício.
Para acomodar o custo integral da medida no próximo ano, o Executivo pretende ajustar a lei orçamentária de 2027. A decisão exige compatibilidade com as regras fiscais vigentes e com as estimativas de receita e despesa utilizadas na construção do orçamento. O aumento também pode influenciar o ritmo de crescimento dos gastos obrigatórios, área que concentra grande parte dos recursos federais.
Governo cita reposição da inflação
Moretti justificou o reajuste com base na autorização prevista na legislação do Bolsa Família para corrigir os benefícios conforme a inflação. De acordo com o ministro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, acumula alta de 15,04% desde o início do programa até agosto. A reposição desse percentual tem como objetivo evitar que o valor nominal dos pagamentos perca força diante do aumento dos preços de alimentos, medicamentos, transporte e outros itens essenciais.
Para os beneficiários, a elevação do piso representa aumento mensal de R$ 91. O impacto real, porém, varia conforme a composição de cada família e os critérios que determinam o valor final recebido. A atualização deve entrar no calendário de pagamentos a partir da folha de outubro, sujeita aos procedimentos de implementação do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
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