Fux e Mendonça pedem à PF íntegra das mensagens de Vorcaro
Ministros do STF solicitaram à Polícia Federal acesso integral às mensagens encontradas em um dos celulares apreendidos de Daniel Vorcaro. O pedido ocorre após vazamento de diálogos envolvendo o banqueiro e Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux.

Divulgação
Os ministros Luiz Fux e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitaram à Polícia Federal acesso à íntegra das mensagens armazenadas em um dos celulares apreendidos de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O pedido reforça a importância atribuída ao material no exame, em curso na Corte, de questões relacionadas às investigações sobre a instituição financeira.
Antes deles, os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes já haviam feito solicitação semelhante, que foi atendida pela corporação. Zanin e Gilmar argumentaram que precisavam conhecer o conteúdo completo para avaliar o contexto dos diálogos e subsidiar adequadamente o julgamento.
Mensagens vazadas antecedem sessão no STF
A nova solicitação foi apresentada após o vazamento de mensagens trocadas entre Vorcaro e o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux. A divulgação dos diálogos ocorreu pouco antes da sessão de terça-feira, dia 15, na qual foram discutidos indícios de uma relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro.
O interesse de quatro ministros pelo conjunto integral das mensagens indica a busca por uma avaliação mais ampla do material. Trechos isolados podem não revelar a sequência dos contatos, o tema das conversas ou as condições em que as mensagens foram enviadas. Por isso, a análise completa é considerada essencial para evitar interpretações fragmentadas.
Críticas reacendem disputa no plenário
Nesta quinta-feira, dia 17, Gilmar Mendes utilizou sua conta no X para repetir críticas feitas a Mendonça durante discussão em plenário sobre a condução das investigações envolvendo o Banco Master. Mendonça rebateu as acusações em um ofício e negou que esteja usando o caso com intenção política.
O acesso ao conteúdo integral deve contribuir para esclarecer o contexto das comunicações e sua eventual relevância nos trabalhos do STF. A medida, por si só, não confirma nenhuma irregularidade, mas amplia o escrutínio sobre como as evidências estão sendo analisadas e apresentadas no âmbito das investigações.
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