Caiado critica reajuste do Bolsa Família e fala em uso eleitoreiro
Ronaldo Caiado questionou o aumento de 15,04% no Bolsa Família, anunciado a 17 dias do primeiro turno, e cobrou explicações sobre o impacto da medida nas contas públicas.

Divulgação
O reajuste de 15,04% no Bolsa Família, anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou a ser alvo de críticas do candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD). Nesta quinta-feira (17), ele afirmou que a medida, divulgada a 17 dias do primeiro turno, representa um “uso eleitoreiro do programa”.
Caiado questiona impacto nas contas públicas
Em publicação nas redes sociais, o candidato defendeu a manutenção do apoio financeiro à população vulnerável, mas criticou o momento e as consequências fiscais do anúncio. “Ninguém é contra apoiar quem mais precisa, e o valor do Bolsa Família deve proteger quem vive em vulnerabilidade”, escreveu.
Na sequência, Caiado questionou de que forma o aumento será incorporado ao orçamento federal. Para ele, o governo “rifa o futuro do país sem o menor pudor”. A declaração reforça a tentativa de colocar a responsabilidade fiscal no centro da disputa eleitoral, contrapondo a ampliação do benefício aos limites das contas públicas.
Benefício mínimo sobe para R$ 691
O reajuste elevará o valor mínimo do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. De acordo com as estimativas apresentadas pelo governo, a mudança terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027, quando produzir efeito completo sobre os gastos do programa.
Assistência social no centro da eleição
A crítica de Caiado ocorre em um período de maior intensidade na campanha presidencial, quando propostas sociais tendem a ocupar espaço central no debate entre os candidatos. Enquanto defensores do reajuste destacam a necessidade de preservar o poder de compra das famílias beneficiadas, adversários questionam a sustentabilidade do aumento e o momento escolhido para o anúncio.
Com a mudança, o governo Lula busca ampliar o valor destinado aos beneficiários do Bolsa Família em um contexto de pressão sobre o custo de vida. A oposição, por sua vez, transforma o reajuste em objeto de disputa política, avaliando a medida tanto pelo alcance social quanto pelo peso que terá no orçamento federal nos próximos anos.
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