Disputa pela Alego em Anápolis esquenta o cenário político com favoritos e parlamentares sob pressão
A eleição para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) em 2026 movimenta o tabuleiro político de Anápolis, com dois nomes despontando como favoritos para a reeleição, Amilton Filho (MDB) e Antônio Gomide (PT), que também se posicionam para futuras disputas. Paralelamente, outros dois atuais deputados, Coronel Adailton (SD) e Vivian Naves (Republicanos), enfrentam cenários desafiadores e incertezas em suas campanhas, enquanto novos nomes buscam espaço mirando as próximas eleições municipais.

Divulgação
A corrida eleitoral de 2026 para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) já desenha um panorama político intenso em Anápolis, uma das cidades mais estratégicas do estado. A disputa por vagas no parlamento goiano não apenas define a representatividade regional, mas também serve como termômetro e trampolim para ambições futuras no cenário municipal, incluindo a Prefeitura de Anápolis. Neste jogo de forças, dois nomes emergem com maior solidez, enquanto outros dois enfrentam um caminho de incertezas na busca pela reeleição, em um contexto que promete remodelar as alianças e o poder local.
Amilton Filho e Antônio Gomide consolidam liderança
No campo dos favoritos, Amilton Filho (MDB) e Antônio Gomide (PT) são apontados como apostas seguras para a reeleição, com projeções que os colocam como fortes puxadores de votos em suas respectivas chapas, contribuindo para o fortalecimento das bancadas partidárias. Amilton Filho, que conta com o respaldo do prefeito Márcio Corrêa (PL) – detentor de alta aprovação em Anápolis –, tem como meta superar os 30 mil votos na cidade e ampliar sua base em outros municípios, visando um total de cerca de 60 mil votos. Essa performance não só solidificaria seu mandato, mas também o cacifaria para almejar a presidência da Alego e, futuramente, a própria Prefeitura de Anápolis em 2032, mantendo-se ao lado de Márcio Corrêa em 2028.
Antônio Gomide (PT), por sua vez, carrega um histórico de votações expressivas em Anápolis, sustentado por um eleitorado fiel que o acompanha desde suas gestões à frente da prefeitura, amplamente reconhecidas pela cidade. Detentor do recorde de votos para deputado estadual no município, o petista trabalha para alcançar a marca de 50 mil votos em todo o estado na próxima eleição, demonstrando a força de sua base e sua relevância política regional. Ambos os parlamentares, com estratégias bem definidas e bases sólidas, pavimentam um caminho promissor para a recondução à Alego.
Reeleição de outros parlamentares anapolinos sob risco
Enquanto Amilton Filho e Antônio Gomide caminham para uma reeleição tranquila, o cenário para Coronel Adailton (SD) e Vivian Naves (Republicanos), os outros dois deputados estaduais da cidade, apresenta-se mais complexo e incerto. Coronel Adailton, que em 2022 obteve 9.102 votos em Anápolis, enfrenta a expectativa de uma redução em sua votação. Em posição de oposição ao atual prefeito, o parlamentar acumulou desgastes ao longo do último ano, em parte devido a investigações que vieram a público envolvendo ele e seus aliados, além da perda de bases importantes em colégios eleitorais estratégicos. Para compensar essa retração, sua campanha tem se concentrado na expansão de apoios em cidades menores do interior goiano, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e no Entorno do Distrito Federal, em uma tentativa de blindar seu mandato.
A situação de Adailton é ainda mais complicada pela dinâmica interna de sua federação (PRD-SD), que conta com cinco candidatos à reeleição. A projeção é de que o grupo assegure três vagas, com chances razoáveis para uma quarta, mas a quinta cadeira é vista como improvável, o que fatalmente deixaria um dos atuais parlamentares sem mandato. Vivian Naves (Republicanos) também enfrenta uma tempestade política. Após ser a candidata mais votada em Anápolis em 2022, impulsionada pelo status de primeira-dama e o apoio da máquina municipal, ela agora lida com a ausência desse aparato e o jogo político contrário de Márcio Corrêa, que nos bastidores trabalha para enfraquecer sua candidatura e a de Adailton. Some-se a isso o alto índice de rejeição do ex-prefeito Roberto Naves, seu marido, que impacta diretamente sua imagem.
As pesquisas indicam uma estimativa mais realista de 8 mil votos na cidade para Vivian, levando sua campanha a focar em Goiânia e em outras bases do interior, onde detém apoios importantes na capital. Sua reeleição está intrinsecamente ligada ao desempenho do Republicanos, que deve garantir apenas uma cadeira pelo quociente partidário, provavelmente para Wellington Cardoso, herdeiro do patrimônio eleitoral da Igreja Universal. A esperança de Vivian reside em uma possível segunda vaga pela sobra de votos, em uma disputa com Álvaro Guimarães.
Novas forças se posicionam para o futuro municipal
Além dos quatro atuais parlamentares, Anápolis apresenta outros 26 postulantes a uma vaga na Alego, embora com poucas chances concretas de eleição fora do quarteto principal. No entanto, um nome vem ganhando tração e destaque: Graciele da Arte Trigo (Agir), ex-prefeita de Campo Limpo de Goiás. Ela projeta ser a terceira mais votada no município, vislumbrando a eleição para a Alego como um passo crucial para suas ambições de disputar a prefeitura de Anápolis em um futuro próximo. Seu objetivo é desafiar Amilton Filho pelo protagonismo na base de Márcio Corrêa e consolidar um apoio robusto para uma eventual corrida municipal, mostrando que a eleição de 2026 na Alego é, para muitos, um degrau fundamental na construção de projetos políticos de longo prazo na cidade.
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