Cirurgias eletivas pelo Sus passam de 7,5 milhões no primeiro semestre
SUS registra 8% de crescimento nas cirurgias eletivas no primeiro semestre, com avanço em 20 estados. Goiás teve alta de 12%, enquanto o Ministério da Saúde projeta mais de 15 milhões de procedimentos em 2026.

Divulgação
O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre de 2026. O volume representa crescimento de 8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, equivalente a aproximadamente 608 mil procedimentos adicionais.
Crescimento é registrado em 20 estados
O avanço ocorreu em 20 unidades da Federação. Os maiores aumentos foram observados no Distrito Federal, com 31%, seguido por Sergipe, com 25%, Paraíba, com 23%, Bahia, com 20%, e Ceará, também com 20%. Outros índices relevantes apareceram no Amapá, Alagoas, Piauí, Roraima, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Goiás registrou crescimento de 12% no número de cirurgias eletivas. O resultado coloca o estado entre as unidades federativas com expansão relevante na realização desses procedimentos, que incluem intervenções programadas e dependem de avaliação médica, disponibilidade de equipes e estrutura hospitalar.
Programa amplia procedimentos de média e alta complexidade
Parte dos atendimentos foi realizada por meio do programa Agora Tem Especialistas, responsável por 2,92 milhões de cirurgias entre janeiro e junho. A iniciativa busca reduzir o tempo de espera no SUS por serviços de média e alta complexidade mediante mutirões assistenciais, unidades móveis de saúde, aquisição de transporte sanitário e fortalecimento da Telessaúde.
Ministério da Saúde projeta novo recorde
A estimativa do Ministério da Saúde é que o SUS ultrapasse 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026, superando os 14,9 milhões registrados em 2025. O desempenho do primeiro semestre indica ritmo favorável para o cumprimento da meta, embora o resultado anual ainda dependa da continuidade dos repasses, da capacidade das equipes e da disponibilidade de leitos.
Os dados também mostram diferenças importantes entre os estados. Por isso, o acompanhamento das filas e da distribuição regional dos procedimentos continua essencial para avaliar se o crescimento da oferta está reduzindo, de forma efetiva, o tempo de espera dos pacientes em todo o país.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








