Caiado diz que Lula tem “mãos sujas” e critica crise no STF
Candidato do PSD à Presidência afirma que Lula e Flávio Bolsonaro não têm autoridade moral para pacificar os Poderes e defende atuação mais firme do Planalto diante da crise institucional.

Divulgação
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ter convocado ministros do Supremo Tribunal Federal ao Palácio do Planalto para enfrentar a crise institucional. Segundo Caiado, Lula não tomou essa iniciativa porque tem “as mãos sujas”.
A declaração foi feita durante conversa com jornalistas em São Paulo, após o STF suspender o julgamento que analisava a possibilidade de abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes. Para o presidenciável, a situação exige uma resposta direta do chefe do Executivo.
Lula e Flávio Bolsonaro
Caiado avaliou que Lula deveria ter feito um pronunciamento à nação e chamado os integrantes do Supremo para uma discussão institucional. Em sua visão, o presidente poderia defender o tribunal e, ao mesmo tempo, alertar que o episódio representa um problema de governabilidade.
O candidato do PSD também afirmou que nem Lula nem Flávio Bolsonaro, candidato do PL, reúnem condições de unir os Três Poderes. Segundo Caiado, Lula não possui autoridade moral “pelo passado e pelo presente”, enquanto Flávio também estaria sendo investigado no STF.
“O país, da maneira como ele está com esses dois candidatos, é um país ingovernável”, disse. A fala reforça a tentativa de Caiado de se apresentar como uma alternativa capaz de reduzir tensões políticas e restaurar a capacidade de articulação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
Críticas à condução do STF
Caiado criticou ainda o presidente do STF, Edson Fachin, pela condução da sessão plenária realizada na terça-feira, 15 de setembro. Na avaliação do candidato, Fachin deveria ter rejeitado imediatamente a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que pediu a tramitação conjunta de processos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Para Caiado, a pauta deveria se limitar ao pedido de investigação contra Alexandre de Moraes e não incluir outra petição sobre supostas irregularidades na relatoria do caso Master, relacionada ao ministro André Mendonça. Ele defendeu que os dois casos sejam analisados separadamente.
“Toda e qualquer questão de ordem devia ter sido excluída imediatamente, rejeitada”, afirmou. O presidenciável sustenta que a inclusão de novos pontos na sessão contribuiu para ampliar a instabilidade e desviar o foco do julgamento principal.
Ao comentar o papel do presidente da República em momentos de tensão entre os Poderes, Caiado prometeu atuar de forma mais direta caso seja eleito. “Jamais eu me omitirei de qualquer momento, aconteça onde acontecer”, declarou, acrescentando que cabe ao chefe do Executivo respeitar as instituições, pacificar o país e garantir a governabilidade.
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