Romeu Zema critica ministros do STF e defende mudanças no Judiciário
Candidato à Presidência da República classificou a crise no Supremo como “sem precedentes”, atribuiu responsabilidade a Lula pela indicação de ministros e propôs novas regras para o cargo.

Divulgação
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) após o julgamento realizado na terça-feira, 15. Em entrevista à Record TV na noite de quarta-feira, 16, o governador de Minas Gerais usou linguagem contundente para classificar a crise na Corte e defendeu mudanças nas regras aplicadas aos ministros.
Críticas durante entrevista
“O que aconteceu ontem [terça-feira] prova que nós estamos em um País totalmente disfuncional. Vamos ser claros aqui, quem está lá no Supremo hoje, que é a mais alta Corte do Brasil, está muito mais para bandido do que para juiz. Eu, como a maioria dos brasileiros, estou totalmente indignado”, afirmou Zema. O candidato também caracterizou a situação do tribunal como uma crise “sem precedentes”.
Acusação direcionada a Lula
Zema afirmou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem responsabilidade pelo momento vivido pelo STF. Ao justificar a avaliação, questionou quem indicou Flávio Dino e José Dias Toffoli para a Corte e respondeu que a escolha foi feita por Lula. Ambos integraram listas de indicação enviadas ao Palácio do Planalto durante governos presididos pelo petista.
Propostas para o Judiciário
Para enfrentar o que considera um quadro de instabilidade institucional, o candidato propôs alterações nos critérios para a escolha de ministros do Supremo. Zema defendeu a criação de uma idade mínima de 60 anos para ocupar o cargo, além da exigência de reputação ilibada dos indicados. Também pediu o fim das decisões monocráticas, defendendo que medidas relevantes sejam submetidas à deliberação coletiva dos ministros.
O governador mineiro criticou ainda os vencimentos e privilégios associados ao cargo. “Quem estiver no Supremo é para ser funcionário público e não pra ser milionário”, disse. As declarações reforçam uma pauta recorrente em sua campanha: a revisão de mecanismos de funcionamento do Judiciário e a ampliação dos limites institucionais aplicados ao STF.
As críticas de Zema ocorrem em um cenário de intenso debate político sobre o papel do Supremo no sistema brasileiro. A defesa do fim de decisões individuais ganha espaço entre parlamentares e lideranças que argumentam ser necessário fortalecer a colegialidade na Corte. Por outro lado, qualquer mudança nas regras de atuação do Judiciário exige tramitação legislativa e enfrenta disputas sobre independência entre os Poderes.
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