Morre Chiaki Ishii, pioneiro do judô brasileiro e primeiro medalhista olímpico do país
O judoca, que nasceu no Japão e se naturalizou brasileiro, deixou um legado de conquistas e formação de atletas, sendo o primeiro a subir ao pódio olímpico e mundial pelo Brasil.

Divulgação
O mundo do judô brasileiro amanheceu com uma notícia triste nesta sexta-feira (16). Chiaki Ishii, figura lendária e o primeiro atleta do país a conquistar uma medalha em Jogos Olímpicos, faleceu aos 85 anos. Nascido em Ashikaga, no Japão, Ishii construiu sua história no Brasil após se naturalizar em 1969. Antes de se dedicar integralmente ao esporte, ele trilhou um caminho no campo, atuando como agricultor em uma colônia japonesa na cidade de Presidente Prudente, no interior de São Paulo.
Um pioneiro em pódios internacionais
A trajetória de Chiaki Ishii no judô é marcada por feitos inéditos. Dois anos após sua naturalização, ele já escrevia seu nome na história ao se tornar o primeiro brasileiro a subir no pódio em um Campeonato Mundial da modalidade. Conquistou a medalha de bronze na categoria até 93kg, em uma competição realizada na Alemanha Ocidental. Esse feito abriu portas e mostrou o potencial do judô nacional em cenários globais.
A glória olímpica e o legado
A consagração definitiva veio nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Naquela ocasião, Chiaki Ishii repetiu a dose e conquistou mais uma medalha de bronze na categoria até 93kg, firmando-se como o primeiro judoca brasileiro a alcançar tal feito em uma Olimpíada. Sua performance não apenas o imortalizou, mas também inspirou gerações futuras de atletas a perseguirem seus sonhos no esporte.
Homenagens e reconhecimento póstumo
A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) lamentaram profundamente a perda. A CBJ destacou em suas redes sociais o pioneirismo, a dedicação e o legado incalculável de Ishii. O COB, por sua vez, expressou suas condolências aos familiares e à comunidade do judô. Ishii, que após sua carreira como atleta se dedicou a formar novos talentos em sua academia em São Paulo, revelando nomes como Walter Carmona e Rafael Silva, o “Baby”, integrava o Hall da Fama do COB e foi homenageado em 2023 com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, um reconhecimento a atletas que moldaram o esporte olímpico nacional.
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