Brasileirão é a décima liga com mais estrangeiros entre as principais do mundo
Com 168 jogadores estrangeiros em 669 inscritos, o Brasileirão tem cerca de 25% de atletas de outras nacionalidades. Ranking coloca a Liga Portugal na liderança proporcional, enquanto a Série A italiana lidera em números absolutos.

Divulgação
O Campeonato Brasileiro ocupa a décima posição no ranking de ligas com maior presença de jogadores estrangeiros entre as principais competições analisadas no mundo. O Brasileirão reúne 168 atletas de outras nacionalidades em um total de 669 inscritos, o que representa aproximadamente 25% dos jogadores. A marca coloca o futebol brasileiro logo atrás da Saudi Pro League e à frente de outras ligas com menor participação de atletas estrangeiros.
Portugal lidera proporção, enquanto Itália tem mais estrangeiros
A Liga Portugal aparece na primeira posição quando considereda a relação entre jogadores estrangeiros e o total de atletas das equipes. A Premier League, da Inglaterra, ocupa a sequência no ranking proporcional. Já a Serie A, da Itália, registra o maior número absoluto de jogadores de fora, embora fique atrás da competição portuguesa na comparação percentual.
O levantamento também aponta níveis intermediários de internacionalização em torneios como Bundesliga, da Alemanha, Süper Lig, da Turquia, e Eredivisie, dos Países Baixos. La Liga e Saudi Pro League ficam mais próximas da parte inferior da lista, em um cenário que evidencia diferenças relevantes entre os mercados europeus, asiáticos e sul-americano.
Limite de estrangeiros será reduzido a partir de 2027
O panorama tende a mudar gradualmente no futebol brasileiro. A CBF e clubes das Séries A e B aprovaram, em 21 de setembro, a redução do limite de atletas estrangeiros que podem ser relacionados para cada partida. Atualmente, cada equipe pode inscrever até nove jogadores de outras nacionalidades na súmula.
A partir de 2027, o número cairá para oito. A regra será reduzida em uma vaga por temporada até chegar a cinco estrangeiros por partida em 2030. Assim, o limite passará a ser de sete atletas em 2028 e seis em 2029, estabelecendo uma transição gradual para os clubes.
A medida busca ampliar as oportunidades de formação e aproveitamento de jovens jogadores brasileiros. Com menos vagas destinadas a estrangeiros, as equipes deverão intensificar a integração entre categorias de base e elenco profissional. A mudança também pode influenciar o mercado nacional, especialmente nas negociações envolvendo atletas em início de carreira e clubes que dependem da revelação de talentos.
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