Vagas de fim de ano no comércio e serviços devem crescer 10%
Comércio e serviços devem abrir cerca de 130 mil vagas temporárias e efetivas no fim de ano, alta de 10% sobre 2025. Vendedores, ajudantes e entregadores estão entre os perfis mais procurados.

Divulgação
Demanda de fim de ano impulsiona contratações
Os setores de comércio e serviços devem abrir aproximadamente 130 mil vagas temporárias e efetivas no fim de ano. A estimativa representa crescimento de 10%, ou cerca de 12 mil postos a mais em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado principalmente pelo aumento sazonal das vendas e da procura por serviços.
A projeção foi apresentada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a OfferWise. Do total de empresários ouvidos, 57% pretendem manter o quadro atual, enquanto 26% planejam ampliar a equipe. Apenas 3% cogitam reduzir o número de funcionários.
Maioria contrata para atender ao aumento das vendas
A necessidade de reforçar o atendimento durante o período de maior movimento é o principal motivo para novas admissões. Entre os empresários que pretendem contratar, 59% citaram o crescimento da demanda como justificativa. Por outro lado, 41% daqueles que não vão ampliar a equipe afirmaram não acreditar que o movimento será suficiente para justificar gastos adicionais.
No total, 36% das empresas já contrataram ou planejam contratar profissionais para o fim de ano. As vagas podem ser temporárias, informais, efetivas ou terceirizadas, dependendo do porte do negócio e da necessidade de cada setor.
Carteira assinada lidera modalidades de contratação
As oportunidades com carteira assinada devem representar 50% das admissões, mantendo-se como a modalidade mais comum. As vagas informais, sem registro formal, correspondem a 43% das contratações previstas. A modalidade PJ aparece em 24% dos casos, enquanto os postos terceirizados somam 11%.
Cerca de 39% das contratações devem ser por prazo indeterminado, e 50% das empresas consideram a abertura de vagas temporárias. A média é de 1,52 profissional temporário por companhia, sendo que 47% dos empregadores que farão admissões sazonais pretendem contratar apenas uma pessoa. A duração média dos contratos temporários é de 2,4 meses.
Salário médio recua em relação a 2025
A remuneração média estimada para as vagas é de R$ 1.805, valor R$ 138 inferior ao observado no fim de ano de 2025. A jornada média também apresentou queda, passando de 7,75 horas diárias para 7,54 horas.
Vendedor continua sendo a função mais demandada, citada por 23% dos empresários. Ajudante aparece em seguida, com 22%, seguido por entregador e manicure, ambos com 10%. Caixa e recepcionista foram mencionados por 9% dos entrevistados em cada caso.
A pesquisa ouviu 510 empresários de empresas de diferentes portes em todo o Brasil, entre 24 de junho e 24 de julho. O levantamento tem margem de erro de 4,3 pontos percentuais e taxa de confiança de 95%.
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