Regulação de combustíveis será desafio crucial para o governo, alerta associação
A Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (ANDC) reforça que a regulação do setor será um dos maiores desafios para a próxima gestão governamental. O presidente da entidade, Francisco Neves, defende planejamento de longo prazo, segurança jurídica e regras claras para a concorrência, alertando contra a interferência política e a favor de um sistema misto que garanta a estabilidade do abastecimento em todo o país.

Divulgação
O futuro da regulação do setor de combustíveis no Brasil se desenha como um dos principais desafios para o próximo governo, conforme alerta a Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (ANDC). Francisco Neves, presidente da entidade, ressaltou a urgência de aprimorar o planejamento econômico e regulatório, um pilar fundamental para garantir a estabilidade e o abastecimento em todo o território nacional, incluindo as regiões do interior que dependem diretamente dessa cadeia para o agronegócio e a vida cotidiana.
A importância da segurança jurídica e a atuação em crises
Neves destacou que a falta de articulação nas políticas públicas e a recorrente interferência de questões políticas nas decisões econômicas geram um cenário de grande insegurança para as empresas do setor. Ele enfatizou que, mesmo diante de crises globais imprevisíveis, como o conflito atual no Oriente Médio, é crucial que existam mecanismos de sinalização capazes de oferecer segurança jurídica às distribuidoras. A manutenção do abastecimento durante esses períodos turbulentos, segundo o presidente, foi largamente atribuída à colaboração e à capacidade de resposta dos agentes privados, que operam em um ambiente muitas vezes instável.
Propostas para um sistema equilibrado e competitivo
Em uma iniciativa proativa, a ANDC encaminhou propostas detalhadas para o setor de distribuição de combustíveis e estabeleceu diálogo com os candidatos à presidência antes do primeiro turno das eleições. O dirigente defendeu a necessidade de o país superar a polarização ideológica entre privatização e estatização. “O que precisamos é compreender o sistema brasileiro, que é misto”, declarou Neves, ao pontuar a relevante participação de investidores privados na Petrobras e em outras empresas do setor, cujo modelo de negócios já contempla essa diversidade de atuação.
Estímulo à concorrência e o papel das regionais
A pauta da ANDC inclui a defesa intransigente de regras claras para estimular a concorrência e prevenir desequilíbrios entre as grandes corporações e as distribuidoras regionais. Estas últimas, muitas vezes de menor porte, desempenham um papel vital no atendimento a municípios menores e localidades distantes dos grandes centros, regiões essenciais para a economia goiana e do Brasil. Além disso, Neves sublinhou a importância estratégica das importações para assegurar o abastecimento do país, reiterando que o poder público deve fomentar o desenvolvimento do setor, mas sempre com respeito rigoroso aos marcos regulatórios já estabelecidos, garantindo um ambiente de negócios previsível e justo para todos os envolvidos na complexa teia que move o Brasil.
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