Investimento do comércio de SP fica no menor nível desde 2021
IIEC caiu para 96,8 pontos em agosto, pressionado por juros elevados, endividamento e cautela dos empresários. Confiança do setor permanece abaixo da linha que separa otimismo e pessimismo.

Divulgação
O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) da cidade de São Paulo caiu para 96,8 pontos em agosto de 2026, o menor resultado desde agosto de 2021. O recuo indica que empresários seguem cautelosos ao destinar recursos para expansão, modernização e novos projetos.
Queda em relação ao ano anterior
Na comparação com agosto de 2025, quando o indicador alcançava 102,3 pontos, houve redução de 5,5 pontos. Em relação a julho, a queda foi de 0,4 ponto. Como a marca de 100 pontos separa pessimismo e otimismo, o resultado reforça a resistência do setor em assumir novos compromissos financeiros.
Confiança ainda abaixo de 100 pontos
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) somou 94,4 pontos, registrando a segunda alta mensal consecutiva, mas permanecendo abaixo de 100 pelo quinto mês seguido. Na comparação anual, o indicador recuou 5,4%, demonstrando que a melhora recente ainda não foi suficiente para recuperar o nível de confiança observado um ano antes.
Endividamento e juros travam decisões
A FecomercioSP relaciona a cautela dos empresários ao patamar elevado da taxa básica de juros, a Selic, e ao alto endividamento das empresas. O custo do crédito reduz o atrativo de financiamentos e amplia os riscos de investimentos baseados em capital emprestado. Incertezas sobre os cenários político e econômico também pesam sobre os planos de expansão e modernização.
Empresas menores permanecem pessimistas
O Nível de Investimento das Empresas (NIE) caiu 2% em relação a julho e reached 87,5 pontos, permanecendo na zona de pessimismo pelo 21º mês consecutivo. O resultado evidencia uma dificuldade persistente para transformar confiança em efetiva movimentação de capital.
Empresas com mais de 50 funcionários apresentaram ICEC de 105,8 pontos, dentro da área de otimismo. Já as pequenas empresas somaram 94,1 pontos. Em agosto, o indicador das pequenas subiu 0,5%, enquanto o das grandes recuou a mesma proporção. No comparação anual, ambas registraram queda: 5,5% entre as pequenas e 1,4% entre as grandes.
Expectativas avançam, mas expansão perde força
O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) subiu 1,8% e chegou a 117,2 pontos, dando continuidade à recuperação iniciada em junho. Por outro lado, o Índice de Expansão do Comércio (IEC) caiu pelo sexto mês consecutivo, encerrando agosto em 100,7 pontos.
O Índice de Expectativa para Contratação de Funcionários (ECF) avançou para 114 pontos, sinalizando maior disposição para abrir vagas. Os dados revelam um cenário misto: há melhora nas expectativas, mas os investimentos ainda enfrentam resistência diante do crédito caro e da cautela dos empresários.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








