Indicadores fiscais e decisões de juros movimentam a agenda econômica
Tesouro Nacional e Banco Central divulgam relatórios importantes no Brasil, enquanto investidores acompanham dados internacionais e a decisão de juros no México.

Divulgação
A agenda econômica desta quinta-feira (24 de setembro de 2026) reúne divulgações capazes de influenciar a leitura dos investidores sobre as contas públicas, a inflação e o ritmo da atividade no Brasil e no exterior. No país, o foco estará nos relatórios do Tesouro Nacional e do Banco Central. Fora do Brasil, ganham destaque indicadores de consumo, construção e mercado imobiliário, além da decisão de política monetária do México.
Contas públicas e política monetária no Brasil
O Tesouro Nacional divulga o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias referente ao 4º bimestre. O documento traz uma fotografia da execução orçamentária e ajuda a avaliar se o governo mantém o ritmo previsto para arrecadação e gastos. Para o mercado, os números são acompanhados de perto porque podem alterar expectativas sobre o resultado fiscal, a trajetória da dívida e o espaço para decisões econômicas nos próximos meses.
Também nesta quinta-feira, o Banco Central publica o Relatório de Política Monetária do 3º trimestre. O relatório detalha a análise da autoridade monetária sobre inflação, atividade econômica, crédito e cenário externo. Como a leitura do Copom influencia as projeções para juros e preços, o documento é observado por investidores, analistas e empresas em busca de sinais sobre o caminho da política monetária.
Dados internacionais podem aumentar a volatilidade
No exterior, a França divulga às 3h45 o indicador de confiança do consumidor de setembro. Nos Estados Unidos, as licenças para construção de agosto saem às 8h50, e as vendas de casas novas do mesmo mês são divulgadas às 11h. Esses dados ajudam a medir a força do setor imobiliário, um setor sensível aos juros e importante para entender o ritmo da maior economia do mundo.
O Canadá apresenta às 9h30 os números de vendas no varejo de junho. Já o México toma às 16h a decisão sobre sua taxa de juros, em uma reunião acompanhada por quem opera moedas, títulos e ativos latino-americanos. A combinação de relatórios fiscais, dados de consumo e decisões de bancos centrais pode definir o humor dos mercados e influenciar as principais cotações ao longo do dia.
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