Dólar sobe 1,28% e fecha a R$ 5,168; Ibovespa recua 0,86%
Dólar comercial sobe 1,28% e fecha cotado a R$ 5,168, enquanto o Ibovespa recua 0,86%, aos 185.814,09 pontos. Juros externos, petróleo e cautela com o cenário político pressionam os mercados.

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O dólar comercial fechou em alta de 1,28% nesta quarta-feira (23), cotado a R$ 5,168. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,122 e R$ 5,176 ao longo do pregão e terminou a sessão perto da máxima, pressionada pelo aumento da demanda por ativos externos considerados mais seguros.
Ibovespa recua e perde mais de 1,6 mil pontos
O Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador da Bolsa brasileira, caiu 0,86% e encerrou o dia em 185.814,09 pontos. O recuo representou perda de 1.608,83 pontos em comparação com o fechamento anterior, quando o índice havia somado 0,44% e atingido 187.422,92 pontos.
Apesar da queda na sessão, o Ibovespa ainda registrava valorização de 5,64% em setembro. O volume financeiro negociado na Bolsa ficou em R$ 18,59 bilhões, bem abaixo dos R$ 30,20 bilhões registrados na terça-feira (22), indicando menor intensidade nas negociações.
Juros futuros e cenário externo pesam sobre o câmbio
No exterior, o movimento de alta do dólar e das taxas dos contratos de juros futuros acompanhou o avanço dos rendimentos dos Treasuries, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A valorização do petróleo no mercado internacional também contribuiu para elevar a cautela entre investidores e favorecer a procura pela moeda americana.
Esse cenário tende a reduzir o apetite por ativos de maior risco em países emergentes, como o Brasil. Com os juros americanos mais atraentes, parte dos recursos pode deixar mercados em desenvolvimento, aumentando a pressão sobre o câmbio e sobre as expectativas para a curva de juros doméstica.
Disputa presidencial amplia cautela no mercado
No ambiente interno, a disputa pela Presidência entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, mantém os investidores atentos aos possíveis desdobramentos do cenário político. A indefinição eleitoral favorece a revisão do prêmio de risco e influencia as projeções para câmbio, inflação e juros.
Analistas acompanham se a volatilidade será pontual ou se poderá se estender nos próximos pregões. A combinação entre incerteza política, juros externos em elevação e menor liquidez na Bolsa exige cautela, especialmente em um momento no qual o mercado busca sinais mais claros sobre a condução da política econômica.
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