Petrobras deve concluir perfuração do poço Morpho até a próxima semana
Estatal se aproxima do intervalo geológico definido para encerrar a perfuração no Amapá. Depois do Morpho, a Petrobras deve iniciar a perfuração de outros três poços para avaliar a extensão e o potencial comercial do reservatório na Margem Equatorial.

Divulgação
A Petrobras deve concluir, até a próxima semana, a perfuração do poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá. A previsão foi apresentada por Sylvia dos Anjos, diretora de Exploração e Produção da estatal, durante evento de energia promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, no Rio de Janeiro.
Perfuração se aproxima do intervalo definido
A companhia trabalha para atingir o intervalo geológico estabelecido em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Sylvia afirmou que a operação pode ser encerrada ainda nesta semana ou na semana seguinte, quando os trabalhos alcançarem o ponto previsto para o fim da campanha. O poço poderá chegar a cerca de 7.005 metros de profundidade, embora a perfuração possa terminar antes se o objetivo geológico for atingido antecipadamente.
Próximos poços definirão o tamanho do reservatório
A identificação de petróleo no Morpho, anunciada em agosto, não confirma, por si só, o volume existente nem a viabilidade comercial da descoberta. Para ampliar a avaliação, a Petrobras planeja perfurar mais três poços no bloco FZA-M-59: Manga, Crotalus e Morpho Extensão. As novas perfurações já contam com autorização do Ibama e devem ajudar a delimitar o reservatório e estimar a presença de petróleo e, eventualmente, de gás natural.
Área fica distante da costa do Amapá
O Morpho está situado a aproximadamente 175 km da costa de Oiapoque e a quase 500 km da foz do rio Amazonas. A perfuração ocorre em águas ultraprofundas da Bacia da Foz do Amazonas, uma das cinco bacias sedimentares que integram a Margem Equatorial brasileira. A região é acompanhada com atenção pelo mercado e pelo setor energético devido ao potencial de novas reservas, mas ainda depende de estudos para confirmar sua relevância econômica.
Petrobras defende segurança da operação
Sylvia também rebateu críticas de setores da sociedade sobre os possíveis impactos ambientais da atividade na Margem Equatorial. Segundo a executiva, a Petrobras adotou as medidas necessárias para realizar a perfuração com segurança e acusou parte das contestações de se basear em desinformação. A estatal deve manter o foco nos três novos poços, considerados essenciais para transformar a descoberta inicial em uma avaliação mais precisa do potencial da área.
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