Sócio de Rick foi convidado para voo em helicóptero que caiu, mas seguiu de carro
Olívio Beltrão, sócio do cantor Rick, havia sido convidado para acompanhar o artista no helicóptero que caiu em Santa Catarina, mas decidiu fazer o trajeto de carro. Autoridades investigam as causas do acidente que matou todos os ocupantes da aeronave.

Divulgação
Convite para o voo e última conversa
Olívio Beltrão, sócio do cantor Rick, da dupla com Renner, havia sido convidado para viajar no helicóptero que caiu na região de Santa Bárbara, em Santa Catarina. Ele, porém, optou por seguir de carro até São Joaquim. Beltrão estava em Palhoça quando o artista embarcou e contou que a última conversa com Rick ocorreu por volta das 10h, pouco antes da decolagem.
Na ligação, Rick perguntou sobre as condições do tempo no destino. Beltrão informou a previsão enquanto o piloto estava ao lado do cantor. A partir do meio-dia, quando a aeronave já seguia para São Joaquim, não houve mais contato entre os dois.
Passageiros morreram no acidente
Além de Rick, estavam no helicóptero o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio e o copiloto Leopoldo. A confirmação dos destroços encerrou as expectativas de sobrevivência. Todos os ocupantes morreram, conforme constataram as equipes que chegaram ao local da queda.
Polícia Civil abriu inquérito
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do acidente. Os trabalhos devem verificar a possível existência de conduta dolosa ou culposa, com responsabilidade criminal, que tenha contribuído para a queda. A apuração policial terá caráter subsidiário em relação às conclusões técnicas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, órgão da Força Aérea Brasileira responsável por identificar as causas de acidentes aéreos.
Agenda do cantor em São Joaquim
Rick e Bruno Avelar tinham um almoço marcado com o prefeito de São Joaquim, José Teodoro de Sena Amaral, o Dorinho, na Vinícola Leone di Venezia. O encontro estava previsto para o meio-dia de segunda-feira. Bruno era apresentado como possível investidor do condomínio Morada dos Vinhos, empreendimento que planejava obras de construção, pavimentação, iluminação e implantação de uma estrutura com águas termais.
Buscas em área de difícil acesso
O helicóptero partiu de Porto Belo com destino a São Joaquim e perdeu contato no início da tarde. As buscas foram concentradas inicialmente na região de Vacas Gordas e depois se estenderam à área montanhosa de Urubici. Para alcançar os destroços, equipes precisaram caminhar cerca de três horas a partir do ponto onde os veículos conseguiram chegar.
A operação contou com bombeiros militares, viaturas com tração 4×4, cães de busca e resgate, drones com identificação térmica e aeronaves da Força Aérea Brasileira. O acesso difícil, a vegetação e o relevo acidentado exigiram apoio aéreo para delimitar o ponto da queda e permitir a chegada da equipe em solo.
Alerta meteorológico estava em vigor
Urubici e a região próxima a São Joaquim estavam sob alerta de grande perigo para tempestades. A previsão indicava chuva superior a 100 milímetros por dia, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de granizo. O fenômeno também representava risco de quedas de árvores, alagamentos, interrupção no fornecimento de energia e transtornos no transporte rodoviário.
As condições meteorológicas fazem parte do conjunto de elementos que deverão ser analisados pelas autoridades. A investigação técnica precisará avaliar dados de voo, manutenção da aeronave, comunicação com os pilotos, trajetória percorrida e fatores climáticos antes de apontar as causas da queda.
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