Dólar fecha em alta de 0,11%, e Ibovespa recua 0,41%
O dólar comercial encerrou a R$ 5,144 na venda, enquanto o Ibovespa perdeu força e terminou em 185.229,17 pontos. Cenário monetário no Brasil e nos Estados Unidos influenciou a aversão ao risco.

Divulgação
O dólar comercial fechou em alta de 0,11% nesta sexta-feira (18), cotado a R$ 5,144 na venda. A recuperação da moeda norte-americana interrompeu o movimento de queda observado na sessão anterior, quando a divisa havia recuado 0,24% e terminado em R$ 5,1289.
Ibovespa perde força no fim do pregão
O Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, recuou 0,41% e encerrou o dia em 185.229,17 pontos. O índice chegou a negociar a 185.991,47 pontos durante a sessão, nível praticamente igual ao fechamento da quinta-feira (17), quando havia avançado 0,24%.
A partir desse patamar, os investidores reduziram o ritmo de compras e o mercado acionário perdeu força. O fechamento no menor nível do dia indicou cautela diante do cenário externo e das expectativas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Giro financeiro fica abaixo do dia anterior
O volume negociado na B3 somou R$ 16,21 bilhões, abaixo dos R$ 18,6 bilhões registrados na quinta-feira. A redução no giro financeiro reforça o ambiente de prudência, com os investidores avaliando com mais cautela suas posições em ativos brasileiros.
Decisões monetárias pressionam o mercado
A movimentação ocorre após a chamada “Superquarta”, marcada por decisões de política monetária em direções opostas. O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil cortou a Selic para 13,75% ao ano, no quinto recuo consecutivo de 0,25 ponto percentual.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve, o Banco Central americano, elevou a taxa básica de juros para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano. A diferença entre os ciclos monetários dos dois países aumentou a atenção ao fluxo internacional de capitais e à cotação do dólar.
Com a renda fixa americana mais atrativa após a alta dos juros, parte do mercado passou a exigir maior prêmio para manter recursos em ativos emergentes. No Brasil, a sequência de cortes da Selic sustenta a busca por aplicações de maior risco, mas também pode ampliar a sensibilidade do câmbio aos sinais externos.
A combinação entre dólar em alta e bolsa em baixa mostra um pregão de ajuste e cautela. Os investidores acompanham os próximos dados econômicos e novas indicações dos bancos centrais para avaliar o ritmo dos juros e seus efeitos sobre empresas, investimentos e ativos financeiros.
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