Dia das Crianças: empresas apostam em diversificação de preços para impulsionar vendas
Estratégias de precificação flexíveis e diversificação de portfólio são apostas de varejistas para atrair consumidores com diferentes orçamentos na data comemorativa.

Divulgação
A proximidade do Dia das Crianças tem levado o setor varejista a repensar suas estratégias de vendas. Uma pesquisa recente aponta que a diversificação de preços, oferecendo produtos em diferentes faixas de valor, é a tática escolhida por 41,9% das empresas para atender a uma gama maior de consumidores. Essa abordagem se destaca como a preferida, superando a opção de manter os preços habituais, citada por 34,5% dos estabelecimentos, e a oferta de descontos e promoções, escolhida por 23,6%.
Ações em desenvolvimento e expectativas de mercado
No planejamento para a data, uma parcela significativa de 41,5% das empresas ainda está em fase de avaliação das iniciativas a serem implementadas. Dentre aquelas que já definiram suas ações, 18,9% pretendem ampliar ou diversificar seus estoques e portfólios, enquanto 8,8% focarão em investimentos em divulgação e marketing. Outros 8,5% planejam criar promoções e condições comerciais especiais. Vale notar que 22,3% dos negócios não preveem nenhuma preparação específica para a data.
Impacto econômico e desafios na precificação
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que o Dia das Crianças de 2026 movimentará R$ 9,27 bilhões, um crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior. Para Letícia Muzzi, diretora de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, a diversificação de preços é uma saída inteligente para ampliar o alcance sem depender exclusivamente de descontos. Ela ressalta a importância de que essa estratégia esteja alinhada aos custos e margens do negócio, buscando flexibilizar sem comprometer a saúde financeira da empresa.
Equilíbrio entre custos, valor percebido e concorrência
Os desafios na definição de preços para a data são multifacetados. Cobrir custos e manter a margem de lucro é uma preocupação para 27,5% dos empresários, enquanto 26,7% enfrentam a dificuldade de encontrar um valor que o consumidor esteja disposto a pagar. Manter a competitividade diante da concorrência surge como desafio para 24,3%. A proximidade desses percentuais evidencia a complexidade da precificação, que exige não apenas o conhecimento dos custos internos, mas também a compreensão da percepção de valor dos clientes e do cenário competitivo.
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