Comércio varejista recua 0,8% em julho após dois meses de alta
Vendas do varejo recuaram 0,8% em julho ante junho, com queda em cinco das oito atividades pesquisadas. No acumulado do ano, o setor mantém alta de 1,8%.

Divulgação
As vendas do comércio varejista recuaram 0,8% em julho na comparação com junho, após ajuste sazonal. O resultado interrompeu uma sequência de dois meses consecutivos de expansão e aponta para um novo quadro de instabilidade no ritmo de consumo das famílias.
Queda atingiu a maioria das atividades
Dos oito segmentos acompanhados pelo IBGE, cinco registraram queda nas vendas. Os maiores recuos foram observados em móveis e eletrodomésticos, com queda de 4,9%; livros, jornais, revistas e papelaria, com redução de 4,2%; e tecidos, vestuário e calçados, que recuaram 2,7%.
O desempenho negativo foi influenciado principalmente pelos segmentos ligados a bens duráveis e produtos de compra não obrigatória. Esses resultados indicam que parte dos consumidores pode estar reduzindo despesas maiores ou adiando compras, embora o movimento precise ser avaliado junto aos dados dos meses seguintes.
Três segmentos mantiveram crescimento
Apesar do resultado negativo geral, três atividades apresentaram avanço em julho. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria subiram 0,6%, assim como equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação. Combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 0,3%.
Na comparação com julho de 2025, sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 1,2%. No acumulado de 2026, o setor soma alta de 1,8%. Em 12 meses, o avanço alcançou 1,6%, mostrando que o varejo ainda acumula crescimento, mas enfrenta um ritmo mais moderado nos resultados recentes.
Varejo ampliado avança com veículos e construção
O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, além de materiais de construção, apresentou comportamento diferente do varejo tradicional. O segmento cresceu 0,4% em julho ante junho, sustentado pelos dois componentes que compõem o indicador.
Veículos, motos, partes e peças avançaram 0,3% no mês, enquanto materiais de construção registraram alta de 0,7%. O resultado do varejo ampliado revela um cenário misto: parte das compras de maior valor resistiu, mesmo com o recuo nas vendas gerais do comércio.
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