China amplia reservas de ouro pelo 22º mês consecutivo
O Banco Popular da China comprou 650 mil onças de ouro em agosto, o maior volume mensal desde 2023. A aquisição reforça a estratégia de diversificação das reservas e acompanha o movimento de bancos centrais em todo o mundo.

Divulgação
O Banco Popular da China aumentou suas reservas de ouro pelo 22º mês consecutivo. Em agosto, a autoridade monetária adquiriu 650 mil onças do metal, registrando o maior volume mensal desde o fim de 2023 e confirmando a importância do ouro na composição das reservas internacionais do país.
Maior compra desde 2023
Com o novo acréscimo, as reservas chinesas alcançaram 76,73 milhões de onças. As cifras da Administração Estatal de Câmbio, divulgadas em 7 de setembro, mostram que as compras realizadas desde novembro de 2024 somaram 3,93 milhões de onças. Somente em agosto, foram adicionadas aproximadamente 20 toneladas ao estoque nacional.
O movimento integra uma estratégia de diversificação diante das incertezas geopolíticas e da volatilidade nos mercados financeiros internacionais. Ao ampliar a participação do ouro, a China reduz a dependência de outros ativos de reserva e fortalece uma proteção tradicionalmente procurada por bancos centrais em períodos de tensão econômica e política.
Bancos centrais retomam ritmo de compras
A atuação chinesa acompanha uma tendência global de reaproximação das autoridades monetárias do metal precioso. Depois de uma desaceleração no início do ano, as compras de ouro por bancos centrais recuperaram força no segundo trimestre e reached 289 toneladas, o maior volume em quatro anos, conforme dados do Conselho Mundial do Ouro.
Esse comportamento revela que o ouro continua sendo considerado um ativo estratégico, mesmo quando oferece retorno inferior ao de títulos e outras aplicações financeiras. A demanda institucional sustenta o papel do metal como reserva de valor, instrumento de proteção e componente relevante para países que buscam maior autonomia em suas políticas de reservas.
Estratégia de longo prazo
A sequência de 22 meses de compras indica que o programa chinês não responde apenas a oscilações momentâneas de preço. Trata-se de um ajuste gradual e persistente na estrutura das reservas, alinhado à ampliação da influência econômica da China e à busca por maior segurança diante de mudanças no sistema financeiro internacional.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








