Brent volta a ficar abaixo de Us$ 100
Cotações do Brent e do WTI recuam após declarações de Donald Trump sobre avanços nas conversas entre Estados Unidos e Irã. Investidores avaliam possibilidade de redução das tensões que pressionam o mercado internacional de petróleo.

Divulgação
O petróleo voltou a operar abaixo da marca de US$ 100 o barril nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, após sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã. A movimentação indica uma pausa na alta provocada pelo temor de prolongamento do conflito e de possíveis impactos no fornecimento internacional de energia.
Brent fecha a manhã abaixo do principal patamar
Às 6h22, pelo horário de Brasília, o Brent, referência internacional para o preço do petróleo, era cotado a US$ 99,31 o barril. A cotação ficou próxima dos US$ 100, depois de atingir máxima de US$ 99,99 durante o dia. O recuo abaixo desse patamar tem relevância para o mercado, pois o valor funciona como uma barreira psicológica e influencia decisões de traders, empresas e governos.
O contrato de West Texas Intermediate, principal referência negociada nos Estados Unidos, também apresentou queda. Às 6h22, o WTI era vendido a US$ 89,41 o barril, após alcançar máxima de US$ 90,05 na sessão. Os dois indicadores permanecem em terreno inferior ao observado nos momentos de maior tensão, quando o risco geopolítico elevou o preço da matéria-prima.
Declarações de Trump reduzem apreensão
O movimento de recuo coincidiu com declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma reunião de três horas entre representantes americanos e iranianos. Segundo Trump, o encontro foi “muito bom” e “muito produtivo”. Ele também informou que há outra reunião programada para um futuro próximo, sinalizando continuidade nas negociações.
As declarações foram recebidas como um indicativo de que ainda existe espaço para diálogo entre os dois países. Mesmo sem a confirmação de um acordo definitivo, a perspectiva de novas conversas reduz a percepção imediata de risco e favorece a realização de lucros por investidores que haviam comprado petróleo durante o período de maior instabilidade.
Mercado acompanha próximos passos da diplomacia
Apesar da queda, os preços seguem elevados e continuam sensíveis a qualquer mudança no cenário internacional. O mercado de petróleo é fortemente influenciado por expectativas sobre produção, transporte, sanções e segurança de rotas comerciais. Por isso, avanços diplomáticos podem aliviar as cotações, mas uma reversão mais consistente depende de resultados concretos nas negociações.
Para consumidores e empresas, a trajetória do Brent e do WTI é observada com atenção porque os preços internacionais afetam combustíveis, custos de transporte e a inflação. No Brasil, a repercussão depende também do câmbio, dos impostos e da política de preços adotada pelas distribuidoras. Nos próximos dias, o mercado deverá acompanhar novas informações sobre o encontro entre Estados Unidos e Irã.
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