Bolsa fecha em baixa e dólar avança para R$ 5,12
Mercados locais reagiram à inflação no Brasil e nos Estados Unidos, à queda do petróleo e aos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master.

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O mercado financeiro fechou a sessão desta sexta-feira (11) com aversão ao risco. O dólar comercial avançou 0,44%, cotado a R$ 5,125, após atingir máxima de R$ 5,133 e mínima de R$ 5,072. Na B3, o Ibovespa recuou 0,56%, aos 187.206,89 pontos, pressionado por dados de inflação e por novos desdobramentos envolvendo o Banco Master.
Investigações aumentam cautela entre investidores
O sentimento dos investidores piorou no início da tarde, após a notícia da quebra integral do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. O caso ganhou repercussão no mercado porque envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, e pode influenciar o cenário eleitoral.
Parte dos investidores associa Flávio Bolsonaro a uma possível política de maior disciplina nas contas públicas. Por isso, há receio de que os desdobramentos do caso alterem a trajetória recente do senador nas pesquisas eleitorais, nas quais ele vinha registrando crescimento. A incerteza contribuiu para reduzir o apetite por ativos brasileiros na sessão.
Inflação brasileira reforça apostas em cortes da Selic
O Brasil registrou deflação de 0,32% em agosto, a maior queda de preços em quatro anos. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,22%. O número ficou abaixo do esperado pelo mercado e fortaleceu as expectativas de continuidade do ciclo de redução da taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.
Apesar do resultado favorável, analistas avaliam que a deflação teve influência significativa de fatores pontuais. A principal delas foi a redução de 7,63% na tarifa de energia elétrica, impulsionada pelo bônus de Itaipu. Por isso, o comportamento dos preços nos próximos meses continuará sendo acompanhado com cautela pelo Banco Central.
Inflação nos Estados Unidos pressiona juros
Nos Estados Unidos, o cenário foi diferente. O Índice de Preços ao Consumidor, o CPI, subiu 0,4% em agosto. O núcleo da medição, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3%, acima da expectativa de alta de 0,2%. Em 12 meses, a inflação reached 3,4%, sinalizando que as pressões de preços seguem persistentes na maior economia do mundo.
O resultado aumentou as apostas de que o Federal Reserve, o banco central americano, eleve os juros na próxima semana. Uma política monetária mais restritiva nos Estados Unidos tende a fortalecer o dólar e reduzir o fluxo de capital para mercados emergentes, como o Brasil.
Petróleo recua, mas mantém ganhos semanais
Os preços do petróleo recuaram depois de dias de tensão entre Estados Unidos e Irã. O Brent caiu 2,81%, para US$ 104,61 por barril, enquanto o WTI perdeu 2,37%, cotado a US$ 100,05. Mesmo com a queda na sessão, as duas referências encerraram a semana com altas superiores a 8%.
A preocupação com o Oriente Médio permanece. Ataques de houthis apoiados pelo Irã na Arábia Saudita e a tomada de Mokha, no Iêmen, reacenderam o temor de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.
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