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Economia

Bitcoin se mantém próximo dos Us$ 77 mil em dia de cautela

Moeda digital opera em leve alta mesmo com pressões inflacionárias e juros elevados, enquanto mercado aguarda dados do payroll nos EUA. Stablecoins ganham força com novo acordo global.

Roberto·
Bitcoin se mantém próximo dos Us$ 77 mil em dia de cautela

O Bitcoin consolidou sua posição acima dos US$ 77 mil nesta quarta-feira (2), registrando alta de 0,30% em meio a um cenário de incertezas macroeconômicas. Enquanto a criptomoeda principal resistiu à volatilidade, o Ethereum recuou 0,81%, fechando o dia em US$ 2.394,17. A disparidade reflete o nervosismo dos investidores diante de fatores como a escalada dos rendimentos dos Treasuries americanos e as tensões geopolíticas recentes.

Pressões externas limitam o otimismo

A combinação de riscos inflacionários persistentes, juros longos em alta e a recente valorização do petróleo impactou ativos alternativos de reserva, como o ouro e as criptomoedas. O momento é tão delicado que alguns analistas já apelidaram setembro de 'Rektember' no universo das moedas digitais — uma referência à tradicional queda sazonal que, no entanto, tem se mostrado menos previsível nos últimos anos.

Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin, destaca que o próximo patamar crítico para o Bitcoin está nos US$ 75 mil. 'Em um cenário de correção mais acentuada, a média móvel de 200 dias, entre US$ 69 mil e US$ 70 mil, emerge como o principal suporte', explica. 'A pressão atual vem de múltiplos fronts: nova alta do petróleo, tensões EUA-Irã, saída de recursos dos ETFs e até mesmo as tentativas frustradas de manter a marca dos US$ 80 mil.'

Stablecoins ganham impulso global

Enquanto o mercado de criptomoedas lida com a volatilidade, 21 instituições financeiras internacionais avançam em um projeto conjunto para expandir o uso de stablecoins. Segundo comunicado do Citigroup, a nova empresa, com previsão de lançamento no segundo semestre de 2026, terá atuação global e começará com uma stablecoin atrelada ao dólar americano. A longo prazo, a intenção é incluir outras moedas do G7, com prioridade para o euro.

Os especialistas veem nesse movimento um sinal de amadurecimento do setor, que busca alternativas mais estáveis em um ambiente de alta nos juros e incertezas econômicas. 'O Bitcoin saiu recentemente de cerca de US$ 63 mil para US$ 81 mil, uma valorização superior a 28%', pondera Fontes. 'Após um avanço tão rápido, uma correção é natural — mas o fundamento da tecnologia blockchain permanece intacto.'

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