Semana começa com alerta de tempestade no Sul e baixa umidade no Centro-Oeste e no Nordeste
O Inmet destaca risco de chuvas intensas, granizo e ventos fortes no Sul, além de baixa umidade e perigo de incêndios em áreas do Centro-Oeste e do Nordeste.

Divulgação
A semana começa com sinais climáticos distintos no Brasil. Enquanto o Sul enfrenta o risco de temporais intensos, várias regiões do Centro-Oeste e do Nordeste registram baixa umidade do ar, cenário que aumenta o perigo de incêndios florestais e exige atenção especial no campo e nas estradas.
Sul sob risco de temporal intenso
Os maiores impactos estão previstos para o Rio Grande do Sul, o sul de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para chuvas acima de 100 milímetros em um dia, acompanhadas de queda de granizo e ventos com velocidade superior a 100 quilômetros por hora.
Riscos para infraestrutura e lavouras
As condições podem causar danos em edificações, interrupção do fornecimento de energia elétrica, quedas de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário. Para o agronegócio, os temporais também representam ameaça a plantações, áreas semeadas e vias de acesso, especialmente em regiões com baixa estrutura de drenagem.
A Emater-RS informa que o quadro está relacionado ao avanço de um sistema de baixa pressão, associado à formação e ao deslocamento de uma frente fria. Esse tipo de configuração meteorológica pode gerar chuva concentrada em poucas horas, aumentando os riscos de alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis.
Chuva e granizo em outras regiões
São Paulo, Mato Grosso do Sul e o oeste de Mato Grosso também podem registrar chuva com granizo, embora a intensidade seja menor. Para esta segunda-feira, a previsão indica volumes de até 50 milímetros por dia e ventos entre 40 e 60 quilômetros por hora. O risco de corte de energia, estragos em plantações, queda de galhos e alagamentos é considerado baixo, mas não elimina a necessidade de atenção.
Goiás e Centro-Oeste com baixa umidade
Em boa parte do Centro-Oeste e do Nordeste, o destaque é a redução da umidade relativa do ar, com índices entre 20% e 30%. A situação eleva o risco de incêndios florestais em Mato Grosso, Goiás, Palmas, oeste da Bahia e no semiárido nordestino.
A baixa umidade favorece a rápida propagação do fogo e reduz a umidade da vegetação, especialmente em áreas rurais e de preservação ambiental. Prefeituras, órgãos ambientais e produtores devem reforçar a prevenção, o monitoramento de focos e a orientação à população para evitar queimadas e acionamentos desnecessários.
Atenção no campo e nas estradas
As autoridades recomendam acompanhar as atualizações meteorológicas, proteger estruturas, evitar a circulação em vias alagadas e manter cuidado redobrado com animais e plantações. No agronegócio, a chuva pode aliviar a seca em algumas áreas, mas os episódios intensos também podem provocar perdas localizadas e prejudicar a logística de transporte.
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