Até 45% do risco de demência pode ser modificado com hábitos saudáveis
Especialistas destacam que parte expressiva dos casos de demência está associada a fatores que podem ser alterados ao longo da vida, como sedentarismo, alimentação inadequada, hipertensão, diabetes e isolamento social.
A demência não deve ser encarada como uma consequência inevitável do envelhecimento, embora a idade avançada continue sendo seu principal fator de risco. Especialistas destacam que até 45% dos casos podem estar relacionados a condições potencialmente modificáveis. Isso indica que escolhas feitas ao longo da vida podem fortalecer a reserva cognitiva e reduzir a probabilidade de declínio, sem eliminar completamente o risco.
Hábitos diários que protegem o cérebro
Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono de qualidade e controle do peso formam uma base importante para a saúde cerebral. O ideal é priorizar alimentos frescos, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes saudáveis de gordura, reduzindo o consumo de ultraprocessados, açúcar e excesso de sal.
Os exercícios físicos combinam benefícios cardiovasculares, metabólicos e emocionais. Eles favorecem a circulação sanguínea, ajudam no controle do peso e contribuem para o funcionamento do organismo como um todo. O descanso também merece atenção, pois dormir mal com frequência pode prejudicar a memória, a concentração e o equilíbrio hormonal.
O aprendizado contínuo é outra ferramenta valiosa para manter a mente ativa. Ler, estudar idiomas, tocar instrumentos, fazer cursos, jogar xadrez e participar de atividades que exigem raciocínio estimulam novas conexões neurais e ajudam a construir uma maior reserva cognitiva.
Diabetes e hipertensão exigem acompanhamento
Manter diabetes e hipertensão sob controle é essencial porque ambas as condições podem prejudicar os vasos sanguíneos e aumentar o risco de problemas cardiovasculares e cerebrais. Consultas médicas periódicas, uso correto dos medicamentos prescritos e monitoramento da glicemia e da pressão arterial potencializam os efeitos de uma rotina saudável.
Os fatores de risco mudam conforme a fase da vida. Na juventude, baixa escolaridade e poucas oportunidades de estimulação intelectual podem reduzir a reserva cognitiva. Na meia-idade, sedentarismo, obesidade, consumo excessivo de álcool, tabagismo e doenças não controladas ganham maior peso. Já na velhice, perda auditiva não tratada, depressão, isolamento social e falta de atividade física podem acelerar o comprometimento cognitivo.
Quando procurar ajuda médica
Esquecimentos ocasionais fazem parte da rotina, mas alterações frequentes não devem ser ignoradas. Dificuldade para realizar tarefas comuns, confusão com datas e locais, perda constante de objetos, mudanças de comportamento, problemas de linguagem e desorientação exigem avaliação profissional.
Quanto antes a causa for identificada, maiores serão as possibilidades de tratamento, planejamento e manutenção da autonomia. Ainda não existe uma fórmula capaz de impedir totalmente o Alzheimer ou outras formas de demência, mas combinar movimento, boa alimentação, sono adequado, vínculos sociais, aprendizado e acompanhamento médico é uma estratégia acessível para favorecer o envelhecimento cognitivo.
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