Caoa Changan Cs55 tem preço de Tera e consumo próximo ao do Tiguan
Produzido em Anápolis, o Caoa Changan CS55 combina dimensões superiores às de vários SUVs médios com preço de modelos compactos. A versão Infinity oferece boa lista de equipamentos e desempenho ágil, mas registra consumo elevado.

Divulgação
O Caoa Changan CS55 busca equilibrar preço competitivo, espaço interno e tecnologia em um segmento dominado por SUVs compactos. Produzido em Anápolis, em Goiás, o modelo é o mais acessível da marca no Brasil e recebeu adaptações mecânicas e visuais voltadas ao mercado nacional.
Preço de SUV compacto, dimensões de médio
A versão intermediária Infinity foi avaliada por R$ 154.990 em condição promocional. O valor coloca o CS55 diante de versões intermediárias de Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta, além de permitir que ele seja encontrado abaixo de configurações topo de linha de Volkswagen Tera e Jeep Avenger.
O principal diferencial está nas dimensões. Com 4,55 metros de comprimento, 1,86 metro de largura, 1,67 metro de altura e 2,65 metros de entre-eixos, o SUV é 9 centímetros mais comprido que Volkswagen Taos e Toyota Corolla Cross. Em relação ao Jeep Compass, a diferença chega a 15 centímetros. O porta-malas oferece 525 litros e abertura automática.
Equipamentos reforçam o custo-benefício
A lista de série inclui teto solar panorâmico, bancos dianteiros ventilados e aquecidos, ar-condicionado automático de duas zonas e sistema de som Pioneer com oito alto-falantes. O acabamento escurecido combina painéis emborrachados, iluminação ambiente ajustável e uma assinatura luminosa dianteira com elementos de LED em formato de C.
No interior, o quadro de instrumentos digital tem 10,3 polegadas e altera a apresentação conforme o modo de condução. A central multimídia, de 14,6 polegadas, concentra comandos do teto solar, dos retrovisores, dos faróis e de outras funções do veículo.
Segurança inclui ADAS e estacionamento remoto
O CS55 traz seis airbags e um amplo conjunto de assistências à condução. Entre os recursos estão alerta de colisão frontal e traseira, câmera de 360 graus com imagem de chassi transparente, monitoramento de pontos cegos, alerta de abertura das portas e assistência de permanência em faixa com correção ativa.
Um diferencial é o estacionamento remoto acionado pela chave. O motorista pode fazer o SUV entrar ou sair de uma vaga apertada sem ocupar o assento do condutor. Nessa função, o deslocamento ocorre apenas em linha reta, e o veículo alinha as rodas antes de iniciar o movimento quando necessário.
Desempenho ágil, mas consumo elevado
Sob o capô está um motor 1.5 turbo flex com 180 cv e 29,2 kgfm de torque, associado a um câmbio automático de dupla embreagem com sete marchas. Em teste com gasolina, o SUV acelerou de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos, tempo inferior aos 9,4 segundos registrados pelo Jeep Compass T270.
A resposta nem sempre é linear. A combinação entre a calibração do acelerador e a entrega de torque pode provocar uma sensação inicial de demora seguida por entrada abrupta de força. O modo Sport deixa o conjunto mais responsivo, enquanto Normal e Eco suavizam o comportamento.
Mesmo no modo Eco, o consumo ficou abaixo do esperado para um SUV de foco urbano. Na cidade, a média foi de 9 km/l com gasolina. Na estrada, o resultado chegou a 11,1 km/l, próximo ao observado em testes com o Volkswagen Tiguan, veículo maior e com potência superior a 270 cv.
A suspensão privilegia o conforto e absorve bem irregularidades urbanas, aided by pneus de perfil 225/55 R19. Em rodovias, há rolagem mais perceptível da carroceria. A direção oferece modos Leve, Normal, Auto e Sport, sendo as configurações Normal e Auto as mais equilibradas no uso diário.
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