Yara vê economia circular como negócio regional no setor de fertilizantes
A Yara aposta em participações em empresas de adubos orgânicos, mas avalia que as oportunidades ligadas à economia circular ainda têm maior relevância em mercados regionais. A companhia acompanha a demanda local antes de ampliar investimentos no segmento.

Divulgação
A Yara considera que os negócios relacionados à economia circular no setor de fertilizantes apresentam maior potencial de desenvolvimento em escala regional. Apesar de já ter investido em empresas de adubos orgânicos, a companhia norueguesa ainda não enxerga nessas iniciativas uma oportunidade suficientemente madura para se transformar em uma aposta global.
Investimentos seguem lógica de diversificação regional
Luis Torres, vice-presidente de agronomia e pesquisa e desenvolvimento da Yara, explicou que a empresa acompanha mercados onde a produção de fontes alternativas de nutrientes é vista como uma oportunidade de negócio. Segundo o executivo, os projetos existentes são relevantes, mas continuam sendo tratados como iniciativas voltadas principalmente às condições de cada região.
O primeiro movimento mais expressivo da companhia nessa área ocorreu em 2021, com a compra da Ecolan Oy, empresa da Finlândia especializada em fertilizantes orgânicos. Desde então, a Yara passou a adquirir participações em negócios semelhantes, reforçando uma estratégia de diversificação sem abandonar sua atuação tradicional no mercado de fertilizantes minerais.
Potencial depende das condições de cada mercado
A avaliação da empresa mostra cautela diante da expansão global da economia circular. Para que esse tipo de negócio ganhe escala, é necessário considerar fatores como disponibilidade de resíduos orgânicos, logística, regulamentação, proximidade dos produtores rurais e capacidade de transformar materiais locais em fertilizantes competitivos.
Essas características ajudam a explicar por que a Yara enxerga o segmento como regional. Diferentemente de produtos com cadeias mais padronizadas, os fertilizantes orgânicos geralmente dependem da estrutura disponível em cada território e da integração entre diferentes atividades econômicas.
Para o agronegócio, a economia circular pode contribuir para aproveitar melhor nutrientes presentes em resíduos e subprodutos, reduzindo desperdícios e ampliando as opções disponíveis aos produtores. Ainda assim, a adoção dessas soluções depende de eficiência técnica, custos adequados e segurança para o uso agrícola.
A postura da Yara indica que a companhia não descarta novos investimentos, mas pretende avançar conforme surgirem mercados com demanda concreta. Por enquanto, a estratégia é acompanhar oportunidades pontuais e fortalecer projetos capazes de atender às necessidades específicas de cada região.
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