Soja sobe em Chicago com expectativa de novas vendas dos EUA à China
Soja opera em alta na bolsa de Chicago impulsionada pelos subprodutos e pela expectativa de novas compras da China. Milho e trigo recuam com o avanço da colheita nos Estados Unidos.

Divulgação
O preço da soja opera em alta na bolsa de Chicago nesta quarta-feira (16/9), acompanhando a melhora dos subprodutos do grão no início da sessão. Os contratos com entrega para novembro de 2026 avançam 0,61% e são cotados a US$ 13,2750 o bushel.
Demanda chinesa sustenta o otimismo
O movimento positivo também reflete a expectativa de novas compras da China junto aos Estados Unidos. A confirmação de negócios entre os dois países tende a ampliar a demanda pelo grão americano e oferecer suporte às cotações internacionais, em um mercado ainda atento ao ritmo das exportações e à concorrência com outros países produtores.
Para os produtores, a recuperação em Chicago pode melhorar as referências para a comercialização, especialmente quando combinada com um câmbio favorável no Brasil. Ainda assim, os preços praticados no mercado físico dependem de outros fatores, como custos logísticos, prêmio de porto, disponibilidade do produto nas regiões produtoras e interesse das empresas exportadoras.
Milho recua com o avanço da colheita
O milho segue pressionado pelo progresso da colheita nos Estados Unidos. Os contratos para dezembro de 2026 caem 0,09%, cotados a US$ 5,35 o bushel. A maior disponibilidade do grão no mercado americano reduz a urgência de compras e limita a capacidade de alta das cotações.
Trigo também opera em baixa
O trigo apresenta movimento semelhante. Os contratos para dezembro de 2026 recuam 0,07% e são negociados a US$ 7,2750 o bushel. A cotação acompanha um dia de maior cautela entre os investidores e de pressão sobre cereais com oferta mais confortável.
O conjunto das cotações mostra um mercado de grãos se movimentando em direções diferentes. Enquanto a soja encontra apoio na demanda chinesa e na força dos subprodutos, milho e trigo enfrentam a pressão da oferta americana. Para o agronegócio brasileiro, a evolução desses contratos continuará influenciando as expectativas de exportação e as decisões de venda da próxima safra.
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