Café recua em Nova York com cultivo favorável no Brasil e no Vietnã
Café, cacau, algodão e açúcar operam com poucas variações em Nova York, enquanto o suco de laranja avança. Condições climáticas favoráveis no Brasil e no Vietnã reduzem a pressão sobre as cotações do café.

Divulgação
Os contratos futuros de café operam em queda nesta quarta-feira na Bolsa de Nova York, pressionados pelas condições favoráveis de cultivo no Brasil e no Vietnã. Os papéis com entrega em dezembro de 2026 registram recuo de 0,99%, cotados a US$ 2,8070 por libra-peso. O movimento reflete a redução temporária do temor sobre a oferta internacional.
Café se beneficia das chuvas no Brasil
No Brasil, as chuvas acima da média durante a fase de floração favorecem o desenvolvimento da safra 2026/27. O cenário climático tem sido acompanhado com atenção pelo mercado, pois a regularidade das precipitações pode contribuir para uma melhor formação dos grãos. Ao mesmo tempo, as boas condições registradas no Vietnã, principal exportador mundial de café robusta, também ajudam a aliviar a preocupação com a disponibilidade do produto.
Cacau recua diante de sinais de oferta
O cacau também opera em terreno negativo, influenciado por sinais de melhor oferta. Os contratos da amêndoa com vencimento em dezembro de 2026 recuam 0,32%, sendo negociados a US$ 5.902 por tonelada. Apesar da queda moderada, o mercado permanece sensível a qualquer mudança nas previsões climáticas das principais regiões produtoras, especialmente na África Ocidental.
Açúcar e algodão sem movimento relevante
O açúcar apresenta estabilidade, com avanço de apenas 0,06% nos contratos vencimento em outubro de 2026, negociados a US$ 17,95 por libra-peso. O algodão também acompanha o ritmo de poucas oscilações. Os contratos da pluma com entrega em dezembro de 2026 recuam 0,02%, cotados a 84,44 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de laranja é a principal alta
Na direção oposta, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado operam em alta. Os papéis mais negociados, com vencimento em novembro de 2026, estão cotados a US$ 1,5250 por libra-peso, com valorização de 0,53%. O avanço indica que o mercado mantém cautela com a oferta do concentrado, mesmo em um pregão de baixa para a maioria das commodities acompanhadas.
Mercado segue atento ao clima
As cotações mostram que o clima continua sendo um dos principais fatores de formação de preços no mercado de futuros. Condições favoráveis no campo tendem a reduzir a percepção de risco e limitar altas, mas o cenário pode mudar rapidamente diante de estiagens, excesso de chuvas ou revisões nas estimativas de produtividade. Por isso, produtores, traders e indústrias seguem monitorando os próximos levantamentos sobre as safras no Brasil e no exterior.
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