Soja registra queda em Chicago com previsão de safra maior nos EUA
A soja recuou 2,68% na bolsa de Chicago, pressionada pela revisão para cima da estimativa de safra dos Estados Unidos. O novo relatório de oferta e demanda do USDA indicou produção de 123,42 milhões de toneladas, acima das expectativas do mercado.

Divulgação
A soja registrou queda expressiva na bolsa de Chicago nesta sexta-feira (11/9), pressionada por uma perspectiva de oferta maior do que a prevista anteriormente. Os contratos da oleaginosa com entrega para novembro recuaram 2,68% e foram negociados a US$ 12,9650 o bushel, refletindo o ajuste dos investidores diante do novo cenário para o grão nos Estados Unidos.
Relatório indica safra acima do esperado
O movimento foi influenciado pelo mais recente relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA. A estimativa para a safra americana foi elevada para 123,42 milhões de toneladas, volume 0,3% superior ao projetado em agosto. Analistas esperavam uma redução para 122,5 milhões de toneladas, o que tornaria o resultado menos favorável aos preços.
A revisão para cima da produção americana sinaliza uma oferta mais confortável no mercado internacional. Em períodos de menor folga nos estoques, qualquer indicação de aumento na colheita tende a ganhar peso nas negociações, especialmente quando o mercado vinha operando com expectativas de demanda mais aquecida.
Expectativas que sustentavam os preços
Desde meados de agosto, a soja vinha apresentando uma tendência de preços mais firmes em Chicago. O movimento era sustentado pelas primeiras estimativas do Pro Farmer para a safra dos Estados Unidos e por relatos de possível aumento na demanda por biodiesel e derivados da soja.
Na avaliação de Ismael Menezes, sócio da MD Commodities, o relatório divulgado pelo USDA altera parcialmente a percepção dos investidores. A projeção de uma safra maior reduz o espaço para otimismo mais intenso e ajuda a explicar a pressão sobre as cotações na sessão.
Mercado acompanha oferta e demanda
Com os contratos de novembro negociados a US$ 12,9650 o bushel, o recuo de 2,68% mostra a sensibilidade do mercado às mudanças nas projeções de produção. Uma colheita americana maior pode ampliar a disponibilidade do grão para exportação e pesar sobre o preço de referência internacional.
Ainda assim, a trajetória da soja seguirá dependente do equilíbrio entre produção, consumo e estoques. Condições climáticas, ritmo das exportações, demanda externa e políticas ligadas ao biodiesel continuarão sendo acompanhadas de perto pelos operadores nas próximas semanas.
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