Preços do feijão sobem com oferta ajustada no mercado interno
A menor disponibilidade de feijão no mercado interno tem sustentado as cotações do carioca e do preto. Vendedores reduzem ofertas enquanto compradores acompanham com cautela o fim da terceira safra e o início de uma nova temporada.

Divulgação
A oferta mais ajustada de feijão no mercado interno tem favorecido a alta das cotações do carioca e do preto. Com o fim da colheita da terceira safra 2025/26 e o início da semeadura da próxima temporada na região Sul, os vendedores passaram a limitar a disponibilidade do produto, enquanto os compradores mantêm postura cautelosa nas aquisições.
Carioca busca recuperar valor
No mercado de feijão-carioca, os agentes tentam recuperar parte das quedas registradas nos três meses anteriores. A conclusão da colheita da terceira safra reduziu a pressão imediata sobre os preços e abriu espaço para que os vendedores testem patamares mais elevados. Do outro lado, os compradores avaliam com mais rigor as oportunidades antes de fechar novos negócios.
Na sexta-feira (11/9), o indicador Cepea/CNA para o feijão-carioca de qualidade superior registrou R$ 308,35 pela saca de 60 quilos no noroeste de Minas Gerais. O valor representou alta de 4,43% em uma semana, indicando maior firmeza nas negociações após um período de desvalorização.
Feijão-preto se mantém firme na entressafra
As cotações do feijão-preto também seguem sustentadas, embora o ritmo de comercialização permaneça lento. Durante a entressafra, a procura por grãos de melhor qualidade ganha importância e contribui para manter os preços em patamares estáveis. Essa preferência pode ampliar a diferença entre produtos com classificação superior e lotes de qualidade inferior.
Na sexta-feira, a cotação do feijão-preto no Sul do Paraná reached R$ 224,43 pela saca de 60 quilos, com aumento de 0,53% na comparação semanal. O avanço mais moderado reflete negociações ainda contidas, mas com vendedores resistindo a reduzir preços diante da oferta mais limitada.
O movimento recente mostra que o equilíbrio entre disponibilidade do grão e interesse dos compradores continua definindo o ritmo do mercado. A tendência de preços dependerá, nas próximas semanas, da evolução da semeadura no Sul, da qualidade da nova safra e da disposição dos compradores em aceitar cotações mais altas.
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