Café, cacau, açúcar e suco sobem; algodão recua em Nova York
As cotações das principais commodities agrícolas registraram movimentos mistos na bolsa de Nova York. Cacau, café, açúcar e suco de laranja avançaram, enquanto o algodão fechou a sessão em baixa.

Divulgação
A semana começou com movimentos mistos nas commodities agrícolas cotadas na bolsa de Nova York. Cacau, café, açúcar e suco de laranja concentrado e congelado registraram alta, enquanto o algodão teve perda. Os contratos acompanhados nesta manhã de segunda-feira (14/9) indicam uma sessão volátil, mas com predominância de avanços no grupo.
Cacau e café puxam os ganhos
O cacau foi um dos destaques. Os contratos da amêndoa com entrega em dezembro de 2026 avançaram 0,94% e foram negociados a US$ 6.017 por tonelada. O produto segue entre os principais pontos de atenção do mercado internacional, já que oscilações em sua cotação podem afetar custos de indústrias de chocolate e de cadeias de distribuição.
O café também registrou avanço. Os lotes com entrega prevista para dezembro de 2026 subiram 1,23% e ficaram cotados a US$ 2.8920 por libra-peso. O movimento reforça a importância do acompanhamento dos futuros, especialmente para produtores, comercializadoras e empresas que buscam proteger parte do valor recebido diante de variações no preço internacional.
Açúcar e suco de laranja também sobem
No mercado do açúcar, os contratos com vencimento em outubro de 2026 avançaram 0,61% e ficaram em US$ 18,26 por libra-peso. O resultado positivo mostra que o setor manteve apoio durante a sessão, embora o desempenho dependa de fatores como oferta global, demanda asiática, produção brasileira e condições de fabricação entre açúcar e etanol.
O suco de laranja concentrado e congelado também terminou em alta. Os papéis mais negociados, com entrega em setembro de 2026, avançaram 1,38% e foram cotados a US$ 1.4725 por libra-peso. É um dos mercados mais sensíveis a questões climáticas no Brasil, principal produtor e exportador do produto, além de eventos que possam interferir na safra e na disponibilidade internacional.
Algodão registra perda
O algodão teve desempenho oposto ao das demais commodities acompanhadas. Os contratos para entrega em dezembro de 2026 recuaram 1,35% e ficaram em 84,90 centavos de dólar por libra-peso. A queda pode alterar as margens de comercializadores e produtores, principalmente em um cenário no qual compradores internacionais monitoram a concorrência entre origens e o nível de estoque mundial.
Movimentos refletem expectativas
As variações de hoje não significam, por si só, uma tendência definitiva para as safras. Cotações futuras incorporam expectativas sobre oferta, demanda, clima, câmbio, custos logísticos e decisões de investidores. Para o agronegócio, entretanto, acompanhar esses indicadores é essencial para o planejamento de vendas, contratos e estratégias de compra ao longo da temporada.
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