Preços da tilápia se mantêm estáveis e exportações registram alta em setembro
Mercado interno da tilápia mostra equilíbrio, enquanto setor de exportação retoma crescimento impulsionado por maior volume embarcado.

Divulgação
O mês de setembro apresentou um cenário de estabilidade nos preços da tilápia em diversas regiões produtoras do país. A análise, que abrange áreas acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), indica que o equilíbrio entre a oferta disponível e a demanda do mercado interno, somado a um ritmo mais cadenciado nas negociações, foram os principais fatores que sustentaram essa conjuntura. Essa consistência nos valores reflete um mercado maduro e com boa capacidade de absorção.
Estabilidade com leves variações regionais
Em regiões como o norte do Paraná, o preço médio da tilápia em setembro foi registrado em R$ 10,10 o quilo, apresentando uma leve queda de 0,59% em comparação com o mês anterior. Similarmente, na área dos Grandes Lagos, que abrange a divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, a cotação mensal fechou em R$ 9,48 o quilo, com um recuo de 0,31% na mesma base de comparação. Apesar das pequenas oscilações, o quadro geral aponta para uma manutenção dos patamares de preço.
Exportações de tilápia voltam a crescer
Em contrapartida ao mercado interno, o setor de exportação de tilápia e seus derivados demonstrou um vigor renovado em setembro. Após um período de dois meses com desempenho em baixa, os embarques brasileiros registraram um crescimento expressivo. Dados oficiais indicam que o volume total exportado atingiu 1.397 toneladas, um aumento considerável de 4,1% em relação a agosto.
Crescimento expressivo em comparação anual
O desempenho das exportações de tilápia em setembro se torna ainda mais notável quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Houve um salto de 100,8% nos embarques em relação a setembro de 2025, evidenciando uma forte recuperação e um potencial de expansão significativo para o produto brasileiro no mercado internacional. Esse aumento sugere uma maior competitividade e demanda externa pelos produtos da piscicultura nacional.
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