Preços da soja e milho recuam em Chicago com colheita avançando nos EUA
Cotações de soja e milho operam em baixa na bolsa de Chicago nesta quinta-feira, influenciadas pelo progresso da colheita americana e ritmo de compras da China. Trigo registra leve alta devido a conflitos no Mar Negro.

Divulgação
Os mercados de commodities agrícolas em Chicago registraram quedas nesta quinta-feira, com a soja e o milho operando em baixa. Os contratos futuros de soja com vencimento em novembro de 2026 apresentaram uma desvalorização de 0,52%, sendo negociados a US$ 12,9125 por bushel. Essa movimentação é atribuída principalmente ao avanço da colheita nos Estados Unidos e a uma desaceleração nas aquisições chinesas do grão.
Pressão da colheita e compras chinesas
A conjunção do progresso acelerado da safra norte-americana, que aumenta a oferta disponível, com a diminuição do ritmo de compras por parte da China, principal importador mundial de soja, tem exercido pressão sobre os preços. Apesar desse cenário, os investidores mantêm a expectativa voltada para o relatório de oferta e demanda que será divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta sexta-feira, um documento que pode trazer novas diretrizes para o mercado.
Milho acompanha tendência de baixa
O milho também seguiu a tendência de queda, com os contratos de maior volume negociado, com entrega prevista para dezembro de 2026, recuando 0,45% e alcançando a cotação de US$ 4,9950 o bushel. A dinâmica do mercado de milho frequentemente acompanha a da soja, compartilhando fatores de oferta e demanda que afetam ambos os grãos.
Trigo registra leve alta com tensões no Mar Negro
Em contrapartida, o trigo apresentou uma leve alta, impulsionado pela continuidade dos ataques na região do Mar Negro. Esses incidentes seguem impactando negativamente o comércio de cereais russos e ucranianos, países que são importantes exportadores globais. Os contratos futuros de trigo com vencimento em dezembro de 2026 subiram 0,07%, sendo negociados a US$ 6,87 o bushel, refletindo a preocupação com a oferta global diante das incertezas geopolíticas.
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