Preço da soja volta a subir com demanda aquecida pelo grão brasileiro
Cotação da soja reagiu no porto de Paranaguá após duas quedas consecutivas, impulsionada pela procura pelo grão brasileiro. Exportadores elevam projeção para setembro, enquanto preços avançam em importantes praças produtoras.

Divulgação
O preço da soja voltou a subir no porto de Paranaguá, no Paraná, após duas quedas consecutivas. Nesta terça-feira (15), o indicador Cepea/Esalq avançou 0,09%, reaching R$ 160,59 por saca. A alta indica uma nova disputa poravailable do grão brasileiro, especialmente em um momento de demanda firme nas compras externas.
Procura sustenta reação das cotações
A demanda por soja brasileira permanece aquecida e tem estimulado a concorrência entre compradores. Esse movimento ajuda a sustentar os preços, mesmo diante de oscilações recentes no mercado. A maior disposição para adquirir o produto reforça a importância do Brasil como fornecedor global, principalmente para destinos que mantêm necessidade constante de oleaginosas.
A T&F Consultoria Agroeconômica avalia que o Brasil ainda possui aproximadamente 30 milhões de toneladas da safra anterior, 2025/26. Para a consultoria, preços mais firmes podem contribuir para racionalizar o processamento e direcionar as vendas para mercados além da China, evitando uma concentração excessiva em um único destino.
Exportações devem crescer em setembro
As projeções indicam que o ritmo de saída da soja brasileira seguirá forte. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais estima que as exportações alcancem 8,32 milhões de toneladas em setembro. O número é superior à previsão anterior, de 7,74 milhões de toneladas, feita sete dias antes, e também fica acima dos 6,97 milhões de toneladas embarcados no mesmo mês do ano passado.
Altas são registradas em diferentes praças
A recuperação também apareceu na maioria das praças acompanhadas pela AgRural. Em Ponta Grossa, no Paraná, a saca ganhou R$ 2 em relação ao dia anterior e passou a ser negociada a R$ 158. Em Primavera do Leste, em Mato Grosso, o preço subiu R$ 1, chegando a R$ 143 por saca.
Em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, a cotação permaneceu estável em R$ 144. A diferença entre as regiões reflete fatores locais, como logística, disponibilidade do produto, qualidade dos grãos e proximidade dos centros exportadores. Ainda assim, o conjunto dos preços mostra que o mercado responde positivamente ao aumento da procura.
O cenário favorece os produtores que ainda possuem soja armazenada, pois as cotações mais sustentadas ampliam as possibilidades de venda. Para o mercado, o comportamento das exportações nos próximos dias será decisivo para definir se a alta consegue se manter ou se será limitada pela oferta disponível e pela evolução da demanda internacional.
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