Preço da soja cai em Chicago mesmo com sinais de maior demanda
Os contratos de soja para novembro recuaram 1,23% na Bolsa de Chicago, cotados a US$ 13,0350 por bushel. Expectativas de aproximação comercial entre Estados Unidos e China e novas vendas americanas não foram suficientes para sustentar as cotações.

Divulgação
O preço da soja fechou em queda na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (18/9), mesmo diante de sinais de fortalecimento da demanda internacional. Os contratos da oleaginosa para novembro recuaram 1,23% e foram negociados a US$ 13,0350 por bushel, refletindo cautela dos investidores em um mercado ainda sensível às expectativas sobre o comércio global.
Demanda não evita pressão sobre as cotações
A possibilidade de a soja ganhar mais espaço nas negociações entre Estados Unidos e China animou parcialmente o mercado. Na semana seguinte, Donald Trump deve receber Xi Jinping em Washington, encontro que pode influenciar o ritmo das exportações americanas e a participação chinesa como principal compradora do produto.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também confirmou uma nova venda de 111 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a safra 2026/2027. A operação reforça a existência de demanda, mas não teve força suficiente para reverter o movimento negativo observado na sessão.
Mercado mantém postura cautelosa
O recuo indica que o mercado separa as expectativas de maior demanda dos fundamentos imediatos de preço. Compras adicionais ajudam a sustentar as cotações, mas não garantem altas quando os investidores permanecem atentos ao equilíbrio entre oferta, estoques, produção global e concorrência com outros países exportadores.
Para o agronegócio brasileiro, Chicago continua sendo uma referência importante na formação dos preços de exportação. Entretanto, o valor pago ao produtor no mercado físico depende também do câmbio, do prêmio ou desconto local, dos custos logísticos e da disponibilidade de soja nas regiões produtoras.
As tratativas comerciais entre Estados Unidos e China devem continuar influenciando o humor do mercado nas próximas sessões. Qualquer avanço concreto pode ampliar as perspectivas de compras chinesas, enquanto a ausência de acordos mais objetivos pode manter a cautela e limitar a recuperação das cotações da oleaginosa.
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