Missão de inspeção sanitária chinesa visitará frigoríficos brasileiros
Autoridades sanitárias chinesas visitarão frigoríficos da JBS, Minerva e Marfrig no Brasil para avaliar controles de produtos de origem animal. A missão pode ajudar na reabilitação de unidades suspensas e na habilitação de novos exportadores.

Divulgação
Inspeção começa em setembro
Uma missão de autoridades sanitárias da China começará no domingo, 20 de setembro de 2026, uma série de vistorias em frigoríficos brasileiros. O objetivo é avaliar as condições de controle e produção de três unidades que exportam produtos de origem animal, com atenção aos procedimentos exigidos pelo mercado chinês.
As instalações selecionadas pertencem à JBS, em Vilhena (RO), à Minerva, em Rolim de Moura (RO), e à Marfrig, em Promissão (SP). Durante a visita, os técnicos deverão examinar a rotina das plantas, os sistemas de fiscalização e a conformidade dos processos utilizados no manejo e no processamento dos produtos.
Unidades suspensas buscam reabilitação
A missão ocorre em um momento de maior rigor nas verificações conduzidas pela China sobre o sistema sanitário brasileiro. Ao longo de 2026, pelo menos cinco frigoríficos tiveram as exportações suspensas temporariamente após inspeções que identificaram resíduos dos hormônios acetato de medroxiprogesterona e progesterona em cargas destinadas ao país asiático.
Essas substâncias são proibidas pela China, o que torna a adequação aos requisitos do importador uma condição essencial para a manutenção e a ampliação do acesso de frigoríficos brasileiros ao mercado. As suspensões temporárias afetam diretamente a capacidade das empresas de comercializar seus produtos no exterior até que as pendências sejam avaliadas e superadas.
Brasil espera ampliar exportações
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, avalia que a visita pode abrir caminho para a reabilitação das unidades suspensas e para a habilitação de novos estabelecimentos como exportadores. Para o ministério, a agenda representa uma oportunidade de demonstrar a capacidade do setor em atender às exigências sanitárias internacionais.
André de Paula citou como referência missões semelhantes realizadas por autoridades do Japão, da Coreia do Sul e da União Europeia, que, segundo ele, tiveram resultados promissores. A expectativa é que o diálogo técnico com os chineses contribua para reduzir barreiras comerciais e fortaleça a presença da proteína animal brasileira no exterior.
A China é um dos principais destinos das exportações brasileiras de carnes, e qualquer mudança no status sanitário de frigoríficos pode ter impacto significativo sobre o fluxo comercial do setor. Por isso, a missão será acompanhada com atenção por produtores, indústrias e órgãos envolvidos na cadeia de exportação.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








