Frete agro sobe em quatro regiões, mas cargas no Brasil seguem recuando em agosto
O frete agro avançou no Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste em agosto, puxado principalmente pelo escoamento de grãos. No conjunto das cargas, porém, o transporte rodoviário registrou novo recuo e acumulou queda de 5,65% entre junho e agosto.

Divulgação
O Índice Frete.com de Preço (IFP) do segmento agro apresentou alta em quatro das cinco regiões brasileiras em agosto, na comparação com julho. O movimento foi liderado pelo Centro-Oeste, que registrou avanço de 4,7% e passou a custar, em média, R$ 0,310 por tonelada quilômetro rodado. O resultado reflete a movimentação de cargas agrícolas e a necessidade de transporte para abastecer centros consumidores e portos.
Centro-Oeste lidera alta do frete agro
O Norte ficou em segundo lugar no ritmo de crescimento regional, com elevação de 3,5% e média de R$ 0,299 por tonelada quilômetro. O Nordeste avançou 1,5%, alcançando R$ 0,330, enquanto o Sudeste subiu 1,0% e atingiu R$ 0,387, o maior valor entre as regiões analisadas. Mesmo com o menor avanço percentual, o Sudeste manteve uma tarifa média acima das demais regiões.
O Sul foi a única área com recuo, registrando queda de 0,6% e fechando agosto em R$ 0,340 por tonelada quilômetro. A leitura dos preços aponta que a movimentação ocorreu principalmente por caminhões graneleiros. Essa concentração indica uma relação com o fluxo de escoamento voltado à exportação, e não com uma valorização generalizada do frete em todo o país.
Setor de cargas segue pressionado para baixo
Apesar do comportamento positivo no agronegócio, o frete rodoviário de cargas, considerando todos os segmentos, caiu 3,03% em agosto. Foi o segundo mês consecutivo de queda e deixou a média nacional em R$ 0,391 por tonelada quilômetro. O patamar ficou abaixo dos R$ 0,403 registrados em julho e dos R$ 0,414 observados em junho.
Entre junho e agosto, a retração acumulada chegou a 5,65%. A diferença entre o resultado agro e o conjunto do mercado mostra que a alta regional não representa uma retomada ampla das tarifas. Ela está mais associada à demanda pontual por transporte de grãos, especialmente em regiões ligadas à produção e à exportação.
O que a variação indica para o agronegócio
Para produtores e comerciantes, o aumento do frete no agro pode elevar parte do custo de distribuição, sobretudo quando há maior procura por caminhões graneleiros. Ao mesmo tempo, a queda geral das cargas sugere um mercado ainda sensível à oferta de transporte e à movimentação econômica. A tendência dos próximos meses dependerá do ritmo de safra, exportações e da procura por fretes em outros setores.
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