Milho, soja e trigo fecham em baixa na Bolsa de Chicago
Os principais grãos recuaram na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (22). O milho caiu 1,15%, a soja teve baixa de 0,19% e o trigo perdeu 1,31%, em uma sessão marcada pela realização de lucros e pela cautela sobre o comércio internacional.

Divulgação
Os principais grãos fecharam em baixa nesta terça-feira (22) na Bolsa de Chicago, principal referência internacional para o setor. O milho recuou 1,15%, com contratos para novembro negociados a US$ 5,3675 por bushel. Soja e trigo também registraram quedas, acompanhando um dia de cautela entre investidores.
Milho recua após alta anterior
O milho foi o que apresentou o maior recuo percentual entre as três culturas. A consultoria Granar avaliou que o movimento ocorreu principalmente pela realização de lucros após a valorização verificada na sessão anterior. Em outras palavras, investidores venderam parte de suas posições depois dos ganhos registrados na segunda-feira, pressionando os preços para baixo.
Soja opera com cautela
Os contratos de soja para novembro fecharam com queda de 0,19%, a US$ 13,2550 por bushel. O mercado acompanha as conversas entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. Há expectativa de anúncios que possam facilitar o comércio entre os dois países, especialmente com relação aos carregamentos de soja, produto de grande importância para o agronegócio brasileiro.
Trigo acompanha o movimento
O trigo para dezembro encerrou a sessão com queda de 1,31%, cotado a US$ 7,1725 por bushel. O recuo ocorreu após declaração do Kremlin informando que a Rússia negocia com a Turquia rotas seguras para o escoamento do cereal pelo Mar Negro. A possibilidade de ampliar ou regularizar o fluxo de exportações pode aliviar preocupações sobre a oferta internacional e reduzir a pressão sobre os preços.
Mercado segue atento aos próximos sinais
A baixa generalizada mostra que o dia foi marcado mais por ajustes de posição e expectativa do que por mudanças definitivas no cenário de oferta e demanda. Ainda assim, as conversas comerciais, as condições climáticas nas principais regiões produtoras, o ritmo das exportações e os custos logísticos continuam entre os fatores capazes de influenciar as cotações. Para produtores e empresas do agronegócio no Brasil, a evolução dos preços em Chicago serve como referência, mas os resultados finais também dependem do câmbio, da demanda interna e das condições locais de comercialização.
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