Mapeamento deve atualizar áreas de café no Espírito Santo a cada seis meses
Metodologia combina sensoriamento remoto, amostragem e inteligência artificial para identificar lavouras de conilon e arábica, acompanhar mudanças e apoiar políticas públicas, estimativas de safra e rastreabilidade.

Divulgação
Uma nova metodologia de mapeamento está em desenvolvimento no Espírito Santo para identificar onde estão as áreas de café e acompanhar suas mudanças ao longo do tempo. Os avanços do trabalho foram apresentados durante reunião do Comitê Gestor do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura, realizada na Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, em Vitória.
Atualização semestral criará série histórica
A proposta é atualizar os dados a cada seis meses e armazenar as informações para formar uma série histórica. Com isso, será possível comparar diferentes períodos, acompanhar a evolução da cafeicultura e entender melhor a distribuição das lavouras pelo estado.
O mapeamento distingue áreas de café conilon e arábica, além de identificar lavouras em produção, plantios recentes e áreas em renovação. As informações também deverão ser disponibilizadas ao público, ampliando o acesso a dados relevantes para produtores, cooperativas, pesquisadores e gestores públicos.
Inteligência artificial reduzirá tempo de levantamento
A metodologia combina sensoriamento remoto, amostragem e inteligência artificial para acelerar a produção dos mapas. Enquanto métodos tradicionais podem levar de dois a três anos entre o levantamento dos dados e a divulgação dos resultados, a expectativa é reduzir esse intervalo para quatro a seis meses.
O desafio do projeto é conciliar precisão e viabilidade operacional. A atualização periódica deve oferecer um retrato mais próximo da realidade, permitindo que políticas públicas sejam planejadas com base na situação atual das lavouras, e não apenas em levantamentos antigos.
Dados apoiam políticas públicas e rastreabilidade
Além de acompanhar a expansão ou redução das áreas cultivadas, o mapeamento pode contribuir para estimativas de safra mais precisas, já que a área plantada é uma das principais variáveis utilizadas no cálculo da produção. A identificação da localização das lavouras também facilita o direcionamento de ações técnicas e programas de apoio ao produtor.
As informações poderão atender ainda a demandas de rastreabilidade e certificações exigidas pelo mercado internacional. Ao registrar onde e como as áreas de café estão distribuídas, o sistema tende a oferecer mais segurança para verificações relacionadas à origem da produção e ao cumprimento de regulamentações externas.
Cooperativas avaliam integração dos dados
As cooperativas participaram das discussões sobre o projeto e ajudaram a identificar necessidades e possíveis usos das informações. A expectativa é que, em uma etapa posterior, o mapeamento seja integrado aos sistemas cooperativos e chegue aos produtores associados.
Metodologia seguirá em aprimoramento
A versão apresentada corresponde à primeira etapa do projeto, que continuará em desenvolvimento até o fim de 2027. O objetivo é ampliar a precisão na identificação das áreas ocupadas por café e na delimitação cartográfica dos talhões.
O trabalho é desenvolvido em parceria entre o Governo do Espírito Santo, a Universidade Federal do Espírito Santo e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, com recursos do programa AL-INVEST Verde, financiado pela União Europeia. A iniciativa busca promover o crescimento sustentável e a geração de empregos na América Latina.
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