Goiás mantém 4ª maior produção de grãos do país, com 33,8 milhões de toneladas previstas
Goiás deve produzir 33,8 milhões de toneladas de grãos em 2026, queda de 13,2% ante 2025, mas mantém 9,6% da produção nacional e a quarta posição entre os estados. Milho e sorgo registram recuos, enquanto a soja amplia área plantada, mas tem menor produtividade.

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Goiás deve produzir 33,8 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. O volume representa queda de 13,2% em comparação com as 39 milhões de toneladas registradas em 2025, mas ainda garante ao estado 9,6% da produção brasileira e a manutenção da quarta posição entre as unidades da Federação.
Produção nacional cresce, mas Goiás registra queda
Enquanto a produção do grupo no Brasil está estimada em 352,9 milhões de toneladas, alta de 2% sobre a safra anterior, Goiás acompanha o movimento contrário. A diferença evidencia a perda de volume no estado, puxada principalmente pela redução da produtividade em culturas importantes para o agronegócio goiano.
Milho sofre com menor área e produtividade
O milho de segunda safra apresenta o recuo mais expressivo. A produção estadual está estimada em 10,2 milhões de toneladas, ante 14,5 milhões em 2025, queda de 30%. A área plantada diminuiu 8,7%, passando de 2,2 milhões para 2 milhões de hectares. Ao mesmo tempo, o rendimento médio caiu 23,3%, de 6.572 para 5.041 quilos por hectare.
Soja amplia área, mas rende menos
A soja, principal cultura agrícola de Goiás, deve alcançar 19,8 milhões de toneladas, redução de 2,7% em relação à safra anterior. A área plantada cresceu 0,9%, chegando a 5,2 milhões de hectares, mas o rendimento médio recuou 3,6%, de 3.970 para 3.827 quilos por hectare. A menor produtividade foi suficiente para reduzir o volume total produzido.
Sorgo sustenta liderança goiana
O estado também deve permanecer como o maior produtor nacional de sorgo, com estimativa de 1,7 milhão de toneladas. O resultado fica acima dos volumes previstos para Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em Goiás, a área destinada à cultura cresce 27,6%, alcançando 659,1 mil hectares, também a maior do país, mas a produção recua 6,9% diante da queda de 27% no rendimento médio.
Resultado reforça peso de Goiás no agronegócio
Apesar da contração, Goiás continua atrás apenas de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul no ranking nacional. Os três estados concentram, respectivamente, 32,1%, 13,4% e 10,5% da produção brasileira, enquanto Mato Grosso do Sul aparece logo atrás de Goiás, com 8,5%. Os números de 2026 mostram um cenário de ajuste, no qual a expansão de áreas nem sempre se traduz em maior produção quando há perda de rendimento.
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