Como criar Rosella eximius e obter renda com a ave ornamental
Colorida, sociável e adaptável a viveiros compactos, a Rosella eximius pode se tornar alternativa de renda para criadores. A atividade exige matrizes legalizadas, instalação adequada, alimentação variada e manejo cuidadoso durante a reprodução.

Divulgação
A Rosella eximius se destaca pela combinação de cores intensas e pelo comportamento ativo, características que aumentam seu interesse entre criadores, participantes de torneios de ornitologia e pessoas que procuram uma ave companheira. A atividade pode ser desenvolvida em propriedades rurais ou em áreas menores, desde que o produtor ofereça espaço, alimentação adequada e condições seguras para o plantel.
Cores valorizam a ave no mercado ornamental
Na vegetação aberta da Austrália, sua região de origem, as penas coloridas ajudam na camuflagem entre folhas, flores e ramos. Em cativeiro, porém, são essas tonalidades que tornam a ave valorizada. Exemplares das variedades vermelha, canela, lutina, marrom, preta e azul costumam chamar atenção em exposições, embora a avaliação dependa também de saúde, conformação e manejo.
Comece com poucos casais e matrizes legalizadas
Para iniciar com cautela, a recomendação é adquirir dois casais de cores diferentes. Quem pretende expandir o plantel com maior rapidez pode começar com dez aves, sempre respeitando a capacidade da instalação. As matrizes devem ser compradas de criadores legalizados, com documentação de origem, pois a comercialização de aves silvestres e exóticas exige regularização.
O sexagem por DNA é a forma mais segura de identificar machos e fêmeas. Apesar de os machos geralmente apresentarem cores mais vivas, a diferença visual pode causar erros na formação dos casais. Também é recomendável observar a saúde das penas, a respiração, a postura e o comportamento antes da compra.
Viveiro precisa oferecer sol, abrigo e espaço
A Rosella eximius aprecia sol da manhã, mas não tolera bem frio intenso, chuva direta ou vento forte. O viveiro deve ficar próximo de uma parede, cerca-viva ou quebra-vento, sem bloquear a entrada de luz. Medidas como 1 metro por 1 metro ou 2 metros por 2 metros permitem a movimentação, enquanto poleiros com diâmetros variados ajudam a exercitar os pés.
Metade da cobertura pode ser fechada com telha de barro para proteger as aves do excesso de sol, da chuva e do frio. A parte descoberta garante iluminação natural. Nas laterais, telas com fios mais arredondados reduzem o risco de danos às penas.
Alimentação deve ser variada e equilibrada
A dieta pode incluir sementes de painço, alpiste, girassol e milho, além de couve, almeirão, jiló, frutas, flores, brotos, bagas e hortaliças. Rações específicas para aves ornamentais ajudam a complementar os nutrientes. Água limpa deve estar disponível todos os dias, e alimentos perecíveis precisam ser retirados antes de fermentar.
Reprodução pode gerar retorno em médio prazo
A reprodução geralmente começa entre um e dois anos de idade, com maior atividade de agosto a janeiro. Cada casal pode realizar cerca de três posturas anuais, com média de cinco ovos por vez. A incubação dura aproximadamente 20 dias, e os filhotes exigem tranquilidade, ninhos seguros e menor interferência dos criadores.
A ave pode se reproduzir por cerca de 15 anos e viver mais de 20 anos, o que favorece a continuidade do plantel. O retorno financeiro costuma ocorrer em prazo de um a três anos, mas depende do preço das matrizes, da mortalidade, da procura e da qualidade genética dos exemplares.
Manejo reduz brigas e melhora a adaptação
A espécie convive com outras aves, mas pode ficar agressiva na disputa por território, principalmente durante a reprodução. Viveiros comunitários não devem ser superlotados, e é recomendável instalar ninhos extras. Filhotes retirados para manejo entre 15 e 20 dias de vida tendem a se acostumar melhor ao contato humano, podendo aprender palavras curtas e assovios.
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